Luxúria
Nos dias ruins,
eu adormeço em ti.
Eu, em êxtase,
estou dentro de você,
sem nenhuma excitação.
A ti me entrego;
sem nenhum remorso, eu me despeço.
Carlos de Campos

Luxúria
Nos dias ruins,
eu adormeço em ti.
Eu, em êxtase,
estou dentro de você,
sem nenhuma excitação.
A ti me entrego;
sem nenhum remorso, eu me despeço.
Carlos de Campos

Força acolhedora
Todo o meu amor por você é vibrante. A vida passa despercebida quando não te vejo.
É no meu íntimo que tudo se dá. É um sentimento poderoso e crescente.
É o sentimento desamparado unindo-se a sentimentos cordiais.
Carlos de Campos

Na medida em que adormeço
É o vento quebrando nas folhas das árvores. É a solidão deitada no vazio, música insistente para a sua mente. Abraço esse sentimento que já é tão meu.
Carlos de Campos

Os indeléveis passos para a morte
Nada impede que você deixe o amor falar,
sair para respirar um ar fresco
e sentir, em seu peito, o seu aconchego.
Nada o impede de tentar.
Tentar superar os seus medos,
medos que nem fazem parte de sua história,
mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida
e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.
Quem nunca se decepcionou com alguém?
Quantas foram as ilusões já sentidas?
Passou deixando tudo como terra arrasada,
e seguir acreditando se tornou insuportável.
São as dores de uma vida maltratada,
vilipendiada em todos os seus direitos,
inclusive no direito de amar.
Amar e ser amado… que dificuldade.
Singulares são os afetos
que afetam a todos nós.
Singulares são as dores que movem os corações.
Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.
Tudo o que vive e respira alguma vez já amou,
diluímos quem éramos para o outro
para o amor acontecer.
No final, só restaram duas almas vagando vazias.
Carlos de Campos

O amor consumido pela eternidade
É um medo que me assombra,
Se esquece de que eu já não tenho vida.
Esquecido por mim mesmo,
Subtraio os bons sentimentos.
Tudo me dá má impressão.
São dias frios,
Uma ansiedade para me esconder,
Esconder-me dos meus pensamentos intrometidos.
Estranhamento do meu próprio mundo,
Das perfeitas imperfeições que me assolam,
Que fazem os meus mundos ruírem.
Exatamente aqui foi que me dei conta.
Sou a encarnação da infelicidade,
Rascunho malfeito,
O impasse existencial,
O fim como chegada.
Singelo toque que me devolve,
Volto para o campo de batalha:
Da aniquilação total à proexistência,
A verdade que acende o meu ser.
Fixo o meu olhar no que transcende,
No que me alveja em sentimentos,
No que me faz vibrar em gemidos
Deliciosos, intensos e contínuos.
Carlos de Campos
O sistema da internet me contou um segredinho: você está adorando o poema — alguns até voltam para reler ou reassistir (e eu fico todo bobo com isso). Mas aí vem a grande questão filosófica: por que você ainda não curtiu, comentou, compartilhou ou me seguiu?
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Consumir sem interagir? Aí o algoritmo me olha torto e derruba meu trabalho…
Se quiser que eu pare, é só avisar — mas eu prefiro continuar, viu? 😂💛

Perdido
Perder-me em você em noites frias como a de hoje.
Perder-me em sua história, história de um dia encoberto pela noite.
No caos, é como me encontro — encontro-me sozinho.
Carlos de Campos

Esse verso é do poema Silêncio do meio-dia, que escrevi pensando na dor que só o silêncio traz. O que te incomoda mais que o frio?
