Tag: Memória e Poesia

  • Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social

    Livro 9: A Profecia (Poema 02/20)

    A paternidade ancestral e sua influência social

    Onde está a minha raiz?
    E a família?
    O que nos influencia,
    se nossas raízes estão sufocadas?

    Enquanto a solidão me abraça

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    Se estamos tão distantes da fonte,
    fonte da ancestralidade
    que jorra pelos tempos sem fim,
    que passa por nós e por nossa história.

    O pai de nossa ancestralidade
    é um pai que cuida,
    o educador da casa,
    casa fundamentada sob sua guarda.

    Pai que alimenta,
    que protege sua família
    e dá amor à sua prole,
    pai que bebe da fonte ancestral.

    O grande pai que habita em todos os homens
    encontra-se soterrado pelo patriarcado.
    Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral,
    cedendo espaço ao patriarcado cristão.

    O grande pai está amordaçado em cada homem,
    submetido às regras expiatórias
    que o levaram para longe da fonte da vida,
    para bem longe de suas próprias raízes.

    Carlos de Campos
  • Enquanto a solidão me abraça Autor: Carlos De Campos

    O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

    Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma

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  • Além da ilusão

    Além da ilusão

    Ir além do que o corpo sente
    Desejos que eclodem
    Tiram nossa atenção do essencial.

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • É necessário estudar a sua origem

    É necessário estudar a sua origem

    No vasto universo,
    um sinal chama a atenção.
    Pedido para se comunicar?

    Um sinal que chama a atenção
    em meio a toneladas de informações.
    Um sinal tem pinta de tentativa de comunicação.

    Enquanto a solidão me abraça

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.

    No vasto universo, um canto canta diferente,
    o suficiente para ser considerado o canto mais surpreendente:
    um canto cantando as melodias universais.

    Um canto que o universo canta a todo tempo,
    um canto de um universo apaixonado,
    cantando a melodia de um coração com saudades.

    Canto de um coração apaixonado,
    que faz eco de sua paixão por todo o universo,
    canta as batidas de um coração forte e vibrante.

    O que é esse sinal?
    Além de um coração amorosamente pulsante,
    cantarolando essa paixão inquietante.

    Ressoando por todo o universo,
    a vibração de um coração caloroso:
    o coração de alguém apaixonado, mandando o seu recado.

    Carlos de Campos

    Foto por William Chen em Pexels.com
  • Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60) Nós descemos em um mundo sem fim

    Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)

    Nós descemos em um mundo sem fim

    Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
    Fui engolido por esse enorme buraco.
    O que me esperava no fim disso tudo?
    O buraco era profundo.

    O medo tomava conta de todo o meu ser.
    Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
    Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
    Eu vi e me vi.

    Enquanto a solidão me abraça

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    Coração acelerado em meu peito.
    Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
    O infinito me tomava pela mão.
    Meus olhos contemplavam o mistério.

    O mistério escondido em cada ser humano.
    O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
    Sou o acaso,
    gritavam aquelas fuligens macabras.

    Meu corpo é mais que um cadáver.
    Minha existência é maior que as mesquinharias.
    Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
    Sou o nascimento de tudo o que não existe.

    O princípio dentro de você.
    Não existe nada maior do que eu.
    Eu e você somos um.
    Os meus pensamentos são os teus pensamentos.

    Carlos de Campos
  • Estádio lotado

    Estádio  lotado

    O apito recebe o estímulo vital
    Tudo é paradoxal:
    O tempo para quando o jogo começa.

    Carlos de Campos

    Foto por Mikkel Kvist em Pexels.com
  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20) Não estamos imunes ao tempo

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20)

    Não estamos imunes ao tempo

    Um dia desses, eu vi o tempo passar.
    Passou com o passado,
    Passou na companhia do presente,
    Passou e permaneceu com o futuro.


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    No tempo que resta,
    A fresta se abriu.
    Observei o tempo,
    Que dormia tranquilo.

    O que é o tempo?
    É a corrida contra o tempo,
    É o nosso contratempo,
    O tempo é o instante que nunca foi.

    Nunca foi sentido,
    Nunca foi buscado.
    O tempo sempre foi temido,
    Sempre foi o nosso maior inimigo.

    Vem o ditador de nossas vidas,
    O contador de nossa existência,
    O medo que nos apavora
    E que nos mostra o limite da nossa história.

    O tempo desgastado,
    O amuleto parado,
    A fé do tempo que partiu,
    Sem se despedir, sumiu.

    Carlos de Campos
  • Livro 9: A Profecia (Poema 01/20) No princípio o nada já existia

    Livro 9: A Profecia (Poema 01/20)

    No princípio o nada já existia

    Tudo já existia em forma de caos.
    O caos era sem forma e sem sentido.
    O caos apenas existia,
    e, junto com o caos, existia a vida organizada.

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    O caos e a vida coexistiam.
    A vida se fortalecia em meio ao caos.
    O caos se intensificava na medida em que a vida existia.
    Caos e vida: um depende do outro.

    Tudo o que existe hoje vem do caos.
    Está vivendo em pleno caos
    e para o caos voltará.
    Somos a plenitude do caos.

    De cada sensação de equilíbrio,
    o caos vai se movimentando e existindo.
    O caos é a força causal da vida.
    É o poder central do que vemos e somos.

    O caos é o nosso criador.
    É quem gera a nossa energia vital.
    O caos é o elemento primordial de tudo o que existe.
    Existir é ser caos.

    É por isso que não existe a perfeição,
    apenas o aceitável.
    Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos,
    até este poema que você lê é feito de caos.

    Carlos de Campos
  • Livro 8: O Dado e o Divino (Poema 01/20) Mostra as câmaras secretas

    Livro 8: O Dado e o Divino (Poema 01/20)

    Mostra as câmaras secretas

    Secretamente me encontro
    No mais profundo do seu inconsciente,
    Sem luz,
    Sem água.

    Alimentando-me, dia e noite, dos seus pensamentos,
    Especialmente dos seus pensamentos mais arraigados.
    Sou um devorador de almas,
    Retiro tudo o que você é.

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    No lugar secreto e mais sombrio da sua alma,
    Eu percorro o dia inteiro.
    Esse lugar é meu,
    É o meu doce arco de safadezas.

    Sou quem pensa o mal em você,
    Sou você o tempo inteiro.
    Sou os seus pensamentos mais obscuros,
    Sou sua divina orgia.

    Sou o canto sedutor que sai da sua boca,
    Que busca se satisfazer a todo tempo.
    Sou o que você faz escondido,
    Sou a verdade jogada na sua cara.

    Sou quem você mais acusa,
    Sou a sua companheira: a hipocrisia.
    Sou o seu melhor amigo,
    Que hoje lhe recomenda: seja verdadeiro.

    Carlos de Campos


  • Nosso destino em queda

    Nosso destino em queda

    Olhe esta geração da vingança.
    Leia os sinais que vêm do mundo.
    Mostre os delírios.
    Assusta-me saber que acham normal
    ver os delírios.
    Observe: nada disso é normal.

    Carlos de Campos