A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras, no clima amistoso com a vida, no sorriso de um povo cheio de esperança, de uma esperança que nunca se cansa.
O povo de várias camadas, complexas e profundas, de traumas que ainda machucam e que comovem por ainda buscar forças para lutar.
Nosso Brasil! Natureza oponente, vibra quem aqui vive, não estamos à venda.
Brasil da incoerência, coração que pulsa na boca, na alma verde e amarela, no campo verde da integridade.
O Brasil, como qualquer outro país, tem os seus altos e baixos. Cada país, assim como o Brasil, espera que o seu povo esteja lúcido.
O povo unido é mais forte, um povo que busca os mesmos ideais: justiça e fraternidade para todos, um povo solidário e muito brasileiro.
O meu querer é mais que desejo, é vínculo necessário para sobreviver. É sonho inocente. O meu querer vai além, além do desejo sexual, do corpo reduzido a um objeto. Meu sonho é caminhar com você, viver atentamente para te fazer feliz. O meu querer me leva a sonhar o mesmo sonho que você. Estou amando você e deixo pistas até o meu coração.
Surge diante dos meus olhos uma luz suave. É possível ver esferas douradas; são lindas essas esferas douradas, que gravitam dentro dessa luz suave. Tudo isso vejo diante dos meus olhos. Percebo que essa luz suave se movimenta em minha direção, encobrindo todo o meu corpo. Eu faço parte dessas esferas douradas agora.
Faço parte desse mistério. As esferas douradas dançam ao meu redor; sinto-me feliz e danço no mesmo ritmo dessas esferas douradas, danço. Essas esferas começam a pulsar, intercalando entre o forte e o fraco, entre o intenso e a ausência total de luz. No momento em que tudo se apaga, vão se acendendo uma por uma e parecem querer se comunicar comigo.
Comunicam-se em forma numérica: cada esfera dourada contém um número. Diante de mim, revelam-se esses números misteriosos, números de nível elevado, como podemos ver: cinquenta e dois, quarenta e quatro, vinte, dezoito e dois. Tudo é mistério sem fundamento, antítese da racionalidade, um mistério que vi e observei bem de perto.
Um oceano de tristeza, De lamentações profundas, De inconstâncias persistentes. Sou o próprio muro da indiferença.
Um fantasma que assombra. Há dependência do medo, Distorce o meu raciocínio lento. Daqui do meu lugar, só vejo deserto.
Este destino fora trancado No arcabouço da ignorância, Da censura banalizada. É como andam as coisas.
O perigo anda solto, Orquestrando sequestros mentais. A vítima indefesa pode ser você; Ninguém está imune a esse dilema.
Você chegou carregando o sentido da minha vida. Vi onde encontrar o meu equilíbrio. Nenhum dia a mais de sofrimento. É preciso dar um basta a tanta manipulação.
Corto qualquer vínculo inconsciente com você, Com suas armadilhas escondidas, Com as tuas tramas malditas. Me lavo no mar da regeneração pacífica.
Carlos de Campos
Foto por Santiago Sauceda Gonzu00e1lez em Pexels.com
Rasgo, em meu peito, essa flor, dor desse espinho cravado, pus da inflamação de um ódio cultivado no cotidiano.
Ódio sem precedente, que machuca o meu peito febril. É insuportável, e eu preciso agir, e a violência acaba sendo o meu refúgio.
Que a violência não é remédio, eu sei. Sei que essa dor é insustentável, que essa pressão me enlouquece, me distanciando da minha sanidade mental.
Não tenho ninguém por mim. Tudo leva a duvidar do meu caráter. Não olham para o meu peito sangrando, nem para esse corpo em estado febril.
Sucumbirei a qualquer momento nesse abraço apaixonado que transfere para o seu peito o meu espinho de dor. Teu beijo acolhedor desinflama a minha alma.
No estandarte do amor estão escritas as seguintes palavras: não existe glória na covardia, no desumano ato de amedrontar.
É nesse momento em que a vida separa os homens dignos dos ratos covardes.
E essa é, finalmente, a maior glória que alguém pode receber: não ser incluído no rol dos ratos, dos imundos que habitam o submundo.
Célebre por ser considerado digno de carregar este estandarte, digno por dedicar sua vida à transparência, digno de caminhar sob o amparo da ética.
Estandarte dos que lutam por dignidade, pela sua e pela dos outros, dos que podem dormir com a consciência fria. Dignos são todos que assim buscam viver.
Cante, em uníssono coro, o cântico dos mártires, dos que derramam todo o seu sangue para ser íntegro a todo momento.