“Não é mais uma mulher, é a regra do machismo” é um poema que transcende a estética para se tornar denúncia. Aqui, cada verso é um passo em direção ao colapso — não só do corpo da personagem, mas de uma estrutura social adoecida. Um texto que precisa ser lido com o coração aberto e a consciência alerta.
Não é mais uma mulher, é a regra do machismo
Impaciente… Dirige-se ao balcão do caixa. Está com pressa, E a fila é enorme.
Impaciente, fila enorme, Começa a passar mal. Seu corpo pálido e fraco Desaba na fila daquele supermercado.
A ambulância chega. A mulher, ali mesmo, recebe os primeiros socorros. É preciso levá-la com urgência para o hospital: É mais grave do que parece.
É vida ou morte! É sangramento interno. Os paramédicos correm contra o tempo. É vida ou morte!
O silêncio do centro cirúrgico É interrompido pelo “piiiiiii” do monitor cardíaco, Um som específico que revela Que a vida se esvaiu.
Os médicos nada mais podiam fazer. Um tiro nas costas perfurou seu pulmão. Foi alvejada na fila do supermercado Pelo próprio filho.
Poema intenso e existencial que reflete sobre insistir, desistir e o sentido de viver em meio ao caos. Leitura para pensar e sentir profundamente.
O barco da vida, turbulência encontra
No desistir, o insistir é uma chance de existir? Existimos… Por que existimos? Desistir de existir.
Insistir em um projeto é burrice? É a valentia dos heróis? Alguém forçado pelo sistema? Um fracassado que só não quer dar o braço a torcer? Desistir de existir é uma opção viável?
Existir, o que andas fazendo? Sonha acordado e anda parado? Insiste em desistir, O sonho dos alucinados?
O sonho de existir passa pela realidade de desistir. Desisto, logo estou fodido, Frustrado em insistir no existir. Eis o âmago da existência.