Tag: poema autoral

  • No passar do tempo, instante desfeito

    Este não é apenas um poema que se lê — é um poema que lê você.
    Ele reconhece, em silêncio, os lugares onde o tempo deixou marcas: dor, saudade, arrependimento, maturidade.
    Não tenta convencer. Apenas revela uma verdade universal: o tempo não é neutro.
    Ele molda, esvazia, esculpe… e, às vezes, sepulta.
    Cada verso é um espelho — e cada espelho, uma travessia.


    No passar do tempo, instante desfeito

    No existir do tempo,
    o tempo nos comove.
    Diante de tua grandeza exuberante,
    o tempo deixa de existir.

    Sou o tempo que passou,
    o tempo que se faz presente,
    o tempo em construção permanente.
    Sou o tempo em tempo.

    Tempo em tempo,
    a vida dita o ritmo.
    Em tempo, em tempo,
    a vida vai se esvaindo.

    O tempo é quem me mantém vivo,
    ditando o ritmo sinistro.
    O tempo vai...
    e, com ele, também vai a minha paz.

    No fim do tempo, existe uma pessoa
    que pensa e se incomoda.
    O tempo é irremediável,
    e o fim geralmente é negado.

    O tempo amadurecido
    é o tempo de ser colhido.
    É tempo da aceitação,
    tempo da mais pura transição.

    Carlos de Campos
    Foto por KoolShooters em Pexels.com
  • Ei, você, é você mesmo…

    Ei, você, é você mesmo…

    Meu momento de maior prazer
    É poder escrever
    Meus versos para você,
    Sabendo que você não vai ler.

    Ei, você…
    Sim, o poema é para você.
    Entende o quanto isso significa?
    Acredito que não.

    Mesmo assim, escrevo pensando em você,
    Reflito em como chamar sua atenção.
    Sim, sua atenção vale ouro,
    Ouro que pretendo ganhar.

    O meu sonho é convencê-la
    E envolvê-la em meus versos,
    Para vivenciar sentimentos sinceros.
    Por isso, fiz esses versos só pensando em você.

    Carlos de Campos
    Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com