Tag: poema contemporâneo

  • Sangue correndo pelas minhas mãos

    Sangue correndo pelas minhas mãos

    Suas mãos estão sujas de sangue.
    Sangue...
    Acabou de matar.
    Sangue…

    Sangue escorrendo de sua boca.
    Sangue...
    Matou uma moça virgem
    para alcançar seus desejos.

    Violência!
    Ouvem-se gritos em meio à neblina.
    Gritos de prazer sórdido,
    gritos do próprio assassino.

    Amanheceu, e os terrenos baldios,
    cheios de corpos, encontramos.
    Corpos desfigurados.
    Sangue por todo lado.

    Esquartejadas as encontraram.
    A violência segue.
    As noites nos causam calafrios.
    Cheiro forte de sangue no ar.

    Sangue escorre pela minha boca.
    Nada recordo da noite passada.
    Estou amarrado em uma camisa de força,
    louco para beber o teu sangue e comer sua carne.

    Carlos de Campos
  • A lenda que ainda vive


    A lenda que ainda vive

    Um dia bem vivido
    Vale mais que mil anos vividos no sofrimento.
    Vivo o que preciso viver hoje,
    Intensamente, como deve ser.


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    Os teus dias passam,
    A morte nos espreita.
    Viver e morrer sem tesão
    É uma escolha a se fazer.

    Viver e morrer com alegria
    É se tornar uma lenda.
    É uma lenda quem soube aproveitar o que tinha.
    Seja você mesmo: é o que basta.

    Sê lenda em nossos dias,
    A lenda da alegria,
    Que sabe dosar esse tempero em toda a vida.
    Sê lenda: é o teu destino.

    Viver na alegria
    É saber exatamente o momento de ser alegria.
    É preciso confiar em seus instintos
    E se soltar.

    A morte é o ato da infelicidade,
    A desesperança em nosso ser.
    O antídoto para tudo isso
    É viver a potencialidade de um dia feliz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com