Tag: poema contemporâneo

  • No rosto desse moço brilha a esperança



    No rosto desse moço brilha a esperança

    Os dias são intensos.
    Tua vontade é desaparecer.
    São dias sem sentido.
    Até sinto minha cabeça explodindo.

    Juventude à flor da pele,
    pele que expele desafios,
    interações constantes,
    sonhos com os cumes.

    Essência de uma vida que busca,
    busca desafios,
    realizações de sonhos,
    encontrar um amor verdadeiro.

    Caminha entre dúvidas impostas pela vida,
    na liberdade desmedida,
    no drama do descontentamento.
    É vida fugindo pelas mãos.

    Sou o ser em constante evolução,
    diálogo aberto,
    vento da renovação,
    amor florescendo.

    Meu rosto no espelho reflete alegria jovial.
    Medo do próximo passo,
    incertezas pairam no ar.
    Sorrio, porque é preciso seguir em frente.

    Carlos de Campos
    Foto por Josh Hild em Pexels.com
  • Meu amor virtual



    Meu amor virtual

    No além do seu olhar, me vejo.
    Mergulho no mais profundo dos teus desejos.
    Me pego sonhando com você
    no cantinho da minha solidão.

    Me vejo para além dos teus desejos,
    em sonhos disfarçados de vontade.
    Vontade que bate forte em meu peito,
    peito que anda vazio de amor.

    Levo a sua imagem em minha retina.
    De dia e de noite, só penso em você.
    Penso em como seria estar com você.
    O vazio em meu peito diz que é saudade.

    A solidão não me deixa avançar;
    sequestrou minha esperança de amar.
    Meus sonhos e desejos desapareceram.
    Sua imagem anda mais nebulosa do que antes.

    Mistério do amor:
    por que sofrer para amar?
    Amar precisa ser um parto para frutificar?
    É ilusão o amor que sinto?

    Sinto como se estivéssemos entre paredes de vidro:
    nos vemos e nos desejamos,
    porém, não nos sentimos de verdade.
    Nosso amor é, antes de tudo, virtual.

    Carlos de Campos
    Foto por Ashford Marx em Pexels.com