Tag: poesia autoral

  • Nada é como antes

    Nada é como antes

    Não bem.
    Orgasmo mental,
    desejo incontrolável
    de olho.

    Em nada vejo,
    nada sinto,
    nada sei.
    Orgasmo mental.

    O instinto se rebela
    na contradição de uma vida
    desajustada, ferida —
    promessa de vazio.

    Instinto que se rebela
    no esconderijo da ferida
    de uma vida promíscua.
    Em nada me vejo.

    Orgasmo mental.
    Dê-me as suas entranhas
    para que eu revele a sua inocência
    de uma vida machucada.

    Cabe a você, meu bem,
    me impedir
    e opor-se, em meu ouvido,
    às loucuras de uma mente desequilibrada.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias



    Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias

    A minha história é de busca,
    De intensidade e interioridade.
    É ser e não ser,
    Desejo e reclusão.

    A minha história é de fracasso,
    E, como todo bom fracassado, me justifico.
    Me justifico da pobreza que recebi como herança,
    E querem me ver calado.

    A minha história é como a sua:
    Nos calaram até não querer mais.
    Nos mantiveram presos nessas ideias,
    Ideias que nos fizeram acreditar.

    É hora de dar um basta nessa opressão,
    Passou da hora de se libertar dessas ideias,
    Ideias que não se justificam com tanta injustiça.
    É hora de deixar novos ares entrar.

    São nessas horas que temos que nos convencer
    De que seguir essas ideias do sistema não dá mais.
    O mundo está perdido em egos,
    Egos de poucos, mas egos autoritários.

    Ir em direção às ideias fundamentalistas é um erro.
    É preciso dar espaço e valorizar o debate.
    É debatendo que chegamos às boas e novas ideias —
    Que as boas e novas ideias então floresçam.

    Carlos de campos
    Foto por Landiva Weber em Pexels.com