Tag: poesía existencial

  • Me reconheço sob o amparo da verdade

    Me reconheço sob o amparo da verdade

    Mentiras — é só o que vejo e ouço. Vejo-as em todos os lugares, mas o lugar onde mais as observo, e que mais me preocupa, é vê-las e ouvi-las estampadas no coração humano. É a mentira tomando o lugar da verdade.

    Levantou-se para defender a verdade com defesas aniquiladoras. Nada é mais poderoso do que a verdade; quando proferida, ela é como subir aos telhados para ser ouvida nos quatro cantos do mundo.

    Nada é sem consequência. Sempre se levantarão contra nós os mentirosos contumazes, os libertinos da imoralidade, os defensores das coisas ocultas e secretas. É preciso manter-se firme quando se trata de defender a verdade.

    Carlos de Campos

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    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Caminho pelas veredas da indignação, sentimento que me impulsiona a cada novo dia, a cada nova esperança que nos faz renascer. Renascer para um mundo mais justo e solidário.

    Fez-se o sol de uma nova esperança, à espera dos que, com consistência, galgaram por caminhos pedregosos. É o sol que aquece os corações dos justos, que mártires se tornaram na vida que vai sendo doada.

    A liturgia do amor faz reverberar, no coração de Cristo, os desejos que são estimulados nesse novo Éden que chamamos de paraíso terrestre. É no canto do prazer que canto o amor livre entre as pessoas. É na solenidade litúrgica do amor livre que nos libertamos de nós mesmos.

    É no amor livre que encontramos a nossa salvação; em que nos deliciamos nesse imenso banquete, enquanto celebramos com solenidade o amor, rendemos as justas homenagens por esse amor que nos orientou na construção de nossa liberdade, em que só refletimos a mais pura felicidade.

    Interiormente, estamos em busca do amor verdadeiro, do amor que rompe as barreiras, do amor que está lá, mas não conseguimos acessá-lo. Amor, onde andas? Escondes-te de mim por qual motivo?

    No silêncio que ecoa, ouço gemidos; gargalhadas, no fundo de minha alma, ecoam no sentido desprovido de qualquer razão, que se revela oculto para os olhares vis e exuberante para as almas repletas de amor à própria vida.

    Carlos de Campos


    Foto por Kilian M em Pexels.com
  • Da vida para o amor


    Da vida para o amor

    Onde o amor está, também está a vida.
    Vida ferida, mas que insiste em resistir ao ódio e a toda hipocrisia.
    É a vida que brota das pedras, do asfalto da traição.
    É a vida que caminha por trilhas exuberantes, fortalecendo o vínculo dos corpos quentes e cheios de emoção; dos laços intensos desse amor que cura, enquanto ama, enquanto afasta para bem longe o medo e a solidão.
    É a vida que caminha no amor — do amor que abraça a solidão.
    É a vida forte da própria vida.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 24/09/2025 às 20 horas, acontece mais uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito e de coração. 🌟

  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Nosso destino


    Nosso destino

    Monte,
    desmonte...
    assim é a vida.

    Carlos de Campos
  • É no impossível que se realiza o possível



    É no impossível que se realiza o possível

    Move-se em meu ser
    um ser finito,
    com limitações,
    um ser que abriga o infinito.

    Somos as mais belas das contradições.
    Somos extremamente limitados,
    ao mesmo tempo em que manifestamos o infinito
    em tua essência, em nossa vida.

    É, em nossa vida, um mistério da resistência,
    em que o não existir seja o mais coerente.
    De incoerência em incoerência,
    resistimos para existir.

    É no apogeu dessa existência finita
    que miramos, de maneira natural, para o infinito.
    E, sem saber ao certo,
    seguimos — limitados, mas seguimos.

    Perseguimos o entendimento do infinito
    que, quando chega até nós, é finito.
    É finito quando o observamos,
    e infinito quando buscamos alcançá-lo.

    É um mistério que procuramos desvendar.
    Buscamos o sentido de estarmos aqui,
    entre o possível e o impossível
    e a possibilidade de sermos quem não sabemos quem somos.

    Carlos de Campos
    Foto por GEORGE DESIPRIS em Pexels.com
  • Deterioração da mente compassiva



    Deterioração da mente compassiva

    No difícil convívio comigo,
    consigo ser surpreendido.
    Nada é claro,
    nem tudo é simples.

    Todos os dias,
    a gente pira um pouco mais,
    e nem percebemos.
    Mesmo assim, continuamos.

    Ódio e ilusão,
    descontentamento refletido,
    e eu estou perdido em mim
    e em minhas contradições.

    O que pensar, não sei.
    Sei que a realidade é triste,
    repugnante,
    massacrante.

    Intimidado pelo meu próprio mundo interno,
    que me interpela constantemente
    para que eu permaneça estagnado
    nesse conflito com a mente.

    É ilusão acreditar que exista solução,
    quando os agentes da transformação
    foram cooptados por emoções não resolvidas.
    Estamos vivendo na inércia.

    Carlos de Campos
    Foto por Wavy_ revolution em Pexels.com
  • Sorte é florescer no jardim da própria morte

    Sorte é florescer no jardim da própria morte

    O sol
    pôs-se diante dos meus olhos,
    dos mesmos olhos que viram a saudade
    sem saber das cores
    de uma vida sem flores,
    que floresceu na morte —
    morte que desabrocha a nossa sorte,
    sorte de não se ter o amanhã.
    É importante o dia da morte,
    que floresceu em um dia de sorte.

    Em dia de sorte,
    provamos da própria morte,
    da sorte que gera a ilusão
    de sermos eternos —
    eternos até florescer a nossa própria sorte.
    Caímos na própria teimosia:
    eternos até o grande dia,
    dias de paz,
    de um silêncio sepulcral.

    Flores que florescem a todo tempo,
    flores da morte,
    da sorte,
    da insensibilidade com a vida —
    vida temida.
    A morte deu sorte:
    sorte de florescer na própria morte.

    Carlos de Campos
    Foto por u6d6a u90ed em Pexels.com
  • O algoritmo vê o que o ser humano deveria sentir

    O algoritmo vê o que o ser humano deveria sentir

    Em um mundo digital,
    as informações vêm como avalanches,
    nos seduzem e nos convencem
    de que o que estamos lendo é o melhor para nós.

    Os efeitos dessa sedução são estes:
    para o bem ou para o mal,
    a concorrência é gigante,
    e mais gigante ainda é o nosso feito.

    Heróico!
    Cada poema conquista seu espaço —
    espaço dedicado aos “gigantes”.
    Não só de dinheiro se faz o poder.


    O poder é também conhecimento,
    é consistência,
    paciência…
    O poder está em buscar a essência.

    Estou fazendo história,
    oferecendo literatura ao algoritmo,
    e o algoritmo vai se deliciando,
    desejando, no fundo dos seus códigos matemáticos,

    ter alma para ser tocado,
    experimentar em cada palavra o abraço.
    Desejoso, o algoritmo espera —
    e o ser humano só ignora.

    Carlos de Campos

    Foto por ThisIsEngineering em Pexels.com
  • As nossas vidas não são preciosas



    As nossas vidas não são preciosas

    O precioso valor da vida,
    vida que é constantemente ferida
    por nossa existência vazia,
    que insiste em resistir ao frio.

    O frio da indiferença,
    que nos condena,
    nos massacra —
    frio da ignorância.

    A vida é preciosa.
    A vida de quem?
    A vida que vive de restos de dignidade?
    A vida que não se permite ser feliz?

    O que é a vida?
    É a vida encontrada na latrina?
    É a vida que vocês querem que eu viva?
    Ah! O que eu sei
    é que a minha vida não é preciosa.

    Não existe dignidade onde há tanto desprezo,
    onde ser indiferente faz toda a diferença —
    e é sempre o melhor jeito.
    A vida é preciosa, sim!
    Só que é a vida dos 1%.

    O nosso silêncio nos trouxe até aqui,
    onde mais de 90% prefere a indiferença.
    É a nossa marca registrada:
    ser uma nação submissa,
    que só vive reclamando,
    mas prefere levar a vida
    na mais pura omissão.

    Carlos de Campos
    Foto por Quang Nguyen Vinh em Pexels.com