Tag: poesia social

  • Mãos de Assédio

    Mãos de Assédio

    Sua mão perdida em minha perna.
    Meu silêncio denuncia o medo.
    O que fazer? Pergunto-me.
    No silêncio, perco-me dentro de mim,
    na angustiante dúvida de denunciar.
    Já não estou mais lá.

    Durante toda a noite, fiquei acordada.
    Fazer o que sobre isso?
    Me calar?
    Denunciar?
    Há tantas perguntas,
    onde só deveria existir uma certeza:
    que não fosse a certeza da impunidade.
    Sinto-me confusa,
    estranhamente lúcida,
    pela certeza que tenho
    de que me calar é o melhor caminho.
    O medo só aumenta
    à medida que o dia se aproxima.
    Não me sinto bem.
    Minha voz desapareceu.
    Ainda sinto sua mão suja em mim.

    A cidade se movimenta.
    Deitada e com calafrios, me encontro.
    Distante da realidade, tento me projetar.
    Projeto-me para tão longe que não quero mais voltar.
    Voltar significa me acovardar.
    Na penumbra dos meus pensamentos, me escondo.

    Carlos de Campos

  • Nosso Brasil de um povo solidário

    Nosso Brasil de um povo solidário

    A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras,
    no clima amistoso com a vida,
    no sorriso de um povo cheio de esperança,
    de uma esperança que nunca se cansa.

    O povo de várias camadas,
    complexas e profundas,
    de traumas que ainda machucam
    e que comovem por ainda buscar forças para lutar.

    Nosso Brasil!
    Natureza oponente,
    vibra quem aqui vive,
    não estamos à venda.

    Brasil da incoerência,
    coração que pulsa na boca,
    na alma verde e amarela,
    no campo verde da integridade.

    O Brasil, como qualquer outro país,
    tem os seus altos e baixos.
    Cada país, assim como o Brasil,
    espera que o seu povo esteja lúcido.

    O povo unido é mais forte,
    um povo que busca os mesmos ideais:
    justiça e fraternidade para todos,
    um povo solidário e muito brasileiro.

    Carlos de Campos