Tag: Poesia Sombria

  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Incêndio em corpos e mentes cansados



    Incêndio em corpos e mentes cansados

    Já se pode ver
    o imenso caos,
    destruição e risco.
    Todos nós corremos perigo.

    Estamos à beira do precipício
    e damos de ombros para a morte.
    Consigo ouvir os gemidos:
    é um tempo terrível.

    É terrível o que eu vejo:
    dor, morte e solidão.
    É a ilusão sendo desfeita,
    a realidade dando um soco na cara.

    Há sangue, vísceras pelo caminho,
    incredulidade em meio ao desastre.
    Há ressentimento torturante nas pessoas,
    discurso de ódio no coração.

    É violência em plena luz do dia,
    carros sendo queimados,
    morte…
    silêncio de um inocente.

    Por toda a cidade, só a desolação,
    desejo de sangue no ar,
    enxofre regado à orgia,
    sexo explícito na avenida.

    Carlos de Campos
    Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com