O mosteiro em chamas, Pecados e pecadores Se consumindo em fornicações, Deleitando-se no moralismo barato.
Incapaz de viver uma vida santa, Impõe aos fiéis o sacrifício vespertino, E finalmente bebe-se no cálice da redenção No silêncio sabático da mortificação.
Eu prometo, diante do Deus Altíssimo, Cultuá-lo na sua ausência plena, Que só revela a sua inexistência.
O adorador a ti se rende, dando glória, Enquanto entoa um hino que maltrata o próximo. Tua é a promessa vazia.
Morremos todos os dias Cada minuto é um minuto perdido É um minuto que não volta mais Um minuto que se foi.
É o tempo quem nos mantém presos ao chão Perdidos em nossas convicções Surpresos de nossas contradições É o tempo quem nos faz perceber nossas limitações.
Tudo vai se esvaindo pelas nossas mãos Ilusões são passageiras em nosso trem Compreensões incompreendidas se vão Busco só saber o que restou dessa quimera.
Lampejos são as memórias De uma mente sem pátria Sendo o tempo a nossa âncora.