Me vejo absorto. Nada parece estável. Preciso de segurança. O solo deixa buracos.
No percurso, destilamos ofensas. Encaramos os nossos próprios medos, sabendo que, lá no fundo, estamos apavorados. Precisamos seguir sem demonstrar inquietação.
Lutar é o que dá sentido para a vida. Internamente, somos tão humanos que cada passo parece uma longa jornada. Tentamos dar os passos mais seguros.
Olhe e observe que existem maneiras pelas quais você pode se beneficiar e, quem sabe, desistir de insistir em ser essa pessoa irritante. Olhe e observe ao seu redor: como chegou a essa solidão? Percebe?
Impedimento é saber o momento em que se deve parar, usar o bom senso do que já se viveu e dar a si mesmo um pouco mais de tolerância. O que você precisa fazer é ser mais tolerante consigo mesmo.
Uma pessoa curada é capaz de curar o mundo. Antes, cure o seu amor-próprio; cure como quem cuida do doente mais amado da enfermaria.
São os elementos. São frutos proibidos desta vida. São os elementos de uma vida apodrecida. São o que são em minha vida.
São os seus sinais, sinais estes interrompidos. São os sinais dos elementos corrompidos. Não sei como seguir, mas eu sigo.
Destemido, sigo no mesmo ritmo, no ritmo de desfazer as ilusões da história contada de outra forma.
A fórmula mágica dos destemidos, dos que desejam vencer, sofrer. Este é o caminho que evito percorrer.
No salão, descobri um mistério: está guardado debaixo do piso que sustenta os passos da minha história e que ignora o fato.
De que esse mistério é a fórmula mágica para o meu sucesso. E de que esse é o fato que jamais deve ser ignorado.
Carlos de Campos
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