Insistir em tudo é um erro? Erro é desejar o que não se pode ter? Insistir no que não se pode ter Não é acerto onde tudo é forçado.
Saber errar é sinal de maturidade. A maturidade se conquista entre os erros e acertos. Aceitar os “nãos” com elegância, A maturidade é fruto de um trabalho longo e árduo.
Sentir a vida, Sentir as emoções, É respeitar o caminho, É crescer no equilíbrio.
Finalmente, amar-se É o caminho seguro da vitória, Da vida que emerge do vazio, Da existência que floresce.
Não deixe ser dominado pelo fracasso, Por ilusões corriqueiras, Pelo medo de continuar. Resgate a sua coragem de lutar.
Não deixe o amor esfriar. Ouça o seu interior, Levante-se com firmeza E dê uma chance para o amor.
É para deixar a vida seguir o seu percurso, Diuturnamente, O mundo dorme fingindo que está acordado. Tudo muda de sentido.
O medo assombra o nosso futuro — Futuro de incertezas certas, Certas de novidades, Que dão origem ao novo amanhã.
É a vida sendo desgastada pela agonia, Pela imoralidade dos tempos modernos, Que sucumbem em meio às promessas. É uma vida devastada pela nossa agonia.
É a mãe encurralada pelo próprio filho, Filho caindo, alvejado pelo destino, Destino frio, Esvaindo-se — vão-se suas memórias.
Oh, alegria dos momentos que não passam, Oh, pedra preciosa do destino! É a vida futura, distante de nós, É a sensação gélida da sorte.
Este não é apenas um poema que se lê — é um poema que lê você. Ele reconhece, em silêncio, os lugares onde o tempo deixou marcas: dor, saudade, arrependimento, maturidade. Não tenta convencer. Apenas revela uma verdade universal: o tempo não é neutro. Ele molda, esvazia, esculpe… e, às vezes, sepulta. Cada verso é um espelho — e cada espelho, uma travessia.
No passar do tempo, instante desfeito
No existir do tempo, o tempo nos comove. Diante de tua grandeza exuberante, o tempo deixa de existir.
Sou o tempo que passou, o tempo que se faz presente, o tempo em construção permanente. Sou o tempo em tempo.
Tempo em tempo, a vida dita o ritmo. Em tempo, em tempo, a vida vai se esvaindo.
O tempo é quem me mantém vivo, ditando o ritmo sinistro. O tempo vai... e, com ele, também vai a minha paz.
No fim do tempo, existe uma pessoa que pensa e se incomoda. O tempo é irremediável, e o fim geralmente é negado.
O tempo amadurecido é o tempo de ser colhido. É tempo da aceitação, tempo da mais pura transição.
Sentir é uma magia Que toma conta de nossa mente E nos leva a um mundo de fantasia, Para muitos, uma realidade sem volta.
Sei que nem todo mundo Entra nessa vida de fantasia por opção; Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam, Nem sempre foi por livre opção.
Um refúgio seguro é o que se busca Numa fuga desesperada, Dolorosa existência, Incinerando a mente de um mundo doente.
A mente acelerada se desfaz; Uma a uma, as ideias já não fazem sentido, Tudo volta a ser primitivo; Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.
Mente em fuga, distópico, nuclear.
Desejos irrealizáveis cobram — o seu preço.
Distante, da realidade, vivo — no mundo da fantasia.
Mente em colapso total, volta para o mundo primário —
viver, inseguro, por falta de realidade.
Realidade que se vive (com presença de espírito).
Carlos de Campos
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