O Peso da Espera

O Peso da Espera

Solidão
Espero o movimento
Do jogo dos dados, a meu favor
Sozinho e no frio, espero
Espero, espero e espero.

Solidão!
De quem não sabe por que espera tanto
Nem imagina
O convenceram a esperar
Espera, sem saber quando terminará.

Imagem de um processo
Que nos convenceu a esperar
Enquanto de várias maneiras vão surrupiando
Nos fazendo acreditar
Que um dia chegará a nossa vez
Espero, sem questionar.

Um dia estava me perguntando:
Por que espero tanto?
O que espero tanto?
Quando foi que decidi esperar tanto?
Foi quando se aproximou de mim
Um ser místico
Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”

Quem, em sã consciência, espera desse jeito?
Estaria louco?
Confuso?
Com medo?
Confiante?
Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho.
Íntimo dos demônios.

Em noites frias
Sou acolhido pela solidão
Embriago-me com as minhas tristezas
Copulo com os meus fracassos
A cada momento dessa vida.

É desafiador levar essa existência para frente
Quando existem forças reunidas jogando contra
Quando os únicos amigos são imaginários
Quando a única chance que tenho
Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.

Tenha sempre em mente
Até os cadáveres adubam o solo
Dê tudo o que você tem, agora
Seja o adubo de sua própria história.


A solitária de uma existência
Tem duas janelas
Com duas paisagens diferentes
Em uma, os olhares são convidados
A olharem só o que se perdeu
Em outra, os olhares são convidados
A olharem o silêncio que trabalhou a terra
A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar
É sua.

Carlos de Campos

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