É no impossível que se realiza o possível



É no impossível que se realiza o possível

Move-se em meu ser
um ser finito,
com limitações,
um ser que abriga o infinito.

Somos as mais belas das contradições.
Somos extremamente limitados,
ao mesmo tempo em que manifestamos o infinito
em tua essência, em nossa vida.

É, em nossa vida, um mistério da resistência,
em que o não existir seja o mais coerente.
De incoerência em incoerência,
resistimos para existir.

É no apogeu dessa existência finita
que miramos, de maneira natural, para o infinito.
E, sem saber ao certo,
seguimos — limitados, mas seguimos.

Perseguimos o entendimento do infinito
que, quando chega até nós, é finito.
É finito quando o observamos,
e infinito quando buscamos alcançá-lo.

É um mistério que procuramos desvendar.
Buscamos o sentido de estarmos aqui,
entre o possível e o impossível
e a possibilidade de sermos quem não sabemos quem somos.

Carlos de Campos
Foto por GEORGE DESIPRIS em Pexels.com

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Resposta

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    Meu desejo pela mansidão – Memória e poesia

    […] Mansidão é a solitária procura, cômodo desprovido de um delírio saudável.Finalmente, me vejo: meu ideal de ideias sem fim, sem destino.Carlos de […]

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