Tag: autoritarismo

  • Em tempo de chumbo não teremos escolhas

    Em tempo de chumbo não teremos escolhas

    São os rostos dos desaparecidos
    Que, ao longo da história, vêm à minha mente.
    As lembranças são carregadas de pesadelos,
    Um peso imenso.

    História de massacre
    Em que a covardia é estimulada por poucos,
    Que, com a arte da mentira, acabaram com a nossa liberdade.
    Liberdade, por onde andas em 2026?

    A liberdade anda batendo em meu peito,
    Se recusando a ceder qualquer espaço,
    A conspirar contra a nossa democracia,
    Atentar contra a nossa própria família.

    Parem, há quem queira viver,
    Quem deseja continuar existindo,
    Sem repressão.
    Há quem já não aguente mais tanto ódio.

    Vê, suas mãos ainda estão limpas.
    Não seja você a promover a injustiça.
    A discórdia que você carrega
    Tem machucado o seu próprio coração.

    Não compactue com esse desmonte.
    Não atente contra a sua própria história.
    O único que pode conter essa comporta de raiva é você.
    Não coloque em xeque o futuro de nossas crianças.

    Carlos de Campos

  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

    Se esta reflexão fez sentido para você, que tal ter o meu livro de poesia na sua estante?
    Escrever de forma independente é um desafio diário.
    Ao adquirir o meu livro Enquanto a solidão me abraça, você não apenas leva uma obra impressa com carinho para a sua casa, mas também financia diretamente a produção do meu próximo projeto literário. Como comprar? acesse
    caravana grupo editorial

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso