Em tempo de chumbo não teremos escolhas

Em tempo de chumbo não teremos escolhas

São os rostos dos desaparecidos
Que, ao longo da história, vêm à minha mente.
As lembranças são carregadas de pesadelos,
Um peso imenso.

História de massacre
Em que a covardia é estimulada por poucos,
Que, com a arte da mentira, acabaram com a nossa liberdade.
Liberdade, por onde andas em 2026?

A liberdade anda batendo em meu peito,
Se recusando a ceder qualquer espaço,
A conspirar contra a nossa democracia,
Atentar contra a nossa própria família.

Parem, há quem queira viver,
Quem deseja continuar existindo,
Sem repressão.
Há quem já não aguente mais tanto ódio.

Vê, suas mãos ainda estão limpas.
Não seja você a promover a injustiça.
A discórdia que você carrega
Tem machucado o seu próprio coração.

Não compactue com esse desmonte.
Não atente contra a sua própria história.
O único que pode conter essa comporta de raiva é você.
Não coloque em xeque o futuro de nossas crianças.

Carlos de Campos

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