A vida segue girando: E você é culpado, inocente ou só mais um otário?
O rodar significa que não existe segurança em nossa vida.
Seja, na vida, um girassol que tem foco e sabe diferenciar quem é lua e quem é sol. Seja como o girassol, meu amigo e minha amiga.
Quem nunca foi otário? Quem nunca…? Quem nunca acreditou no amor para toda a vida? Quem nunca…?
Nunca deixe de acreditar Que o mundo é um lugar perfeito, Que Deus é brasileiro. Só não seja mais um otário.
Uma dica para a vida: Nunca seja otário, Nem acredite que é um malandro de excelência. Só sinta em quem você deve confiar nesta vida.
A vida é uma imensa mineradora a céu aberto. É preciso garimpar com muito cuidado Quem você quer ao seu lado. Amigo que vale ouro é raro.
Nunca seja um idiota Que só segue o fluxo da vida, Que acha maneiro ter ao lado más companhias Só para ter o prazer de comprovar o seu ponto de vista.
A vida é uma enorme roda-gigante. É lenta no girar, mas sempre chega ao seu destino. A vida é igual para punir ou absolver. O melhor que temos a fazer é não ser mais um otário.
É inverno… O frio nos convida a nos aquecer. Sente como é desconfortável? Amanhece, e tudo está gelado.
Preciso ir trabalhar, e está muito frio. E como animo as crianças? É tempo de se aquecer Com um gostoso chocolate quente e poesia.
Meus versos são como brasas: Aquecem, estimulando o coração. Abraçam com força em dias frios. Meu verso é um braseiro.
Ao me ler, você afaga suas lembranças. Eu o agasalho com um cobertor de carinho. Esteja onde estiver, ao me ler, eu te acolho Com amor e versos bem quentinhos.
Não existem versos tão calorosos Que aqueçam a alma em tempo indeterminado. Elevam a emoção… Para que todo o corpo sinta a vibração.
Sinta a pele aquecida Com o calor quente dos meus versos. O aquecimento interior sendo elevado… Meu verso é um fogo que permanece.
“Memórias de Gelo” é um poema existencial sobre o colapso emocional e a efemeridade daquilo que achávamos sólido. Gelo, lágrimas, silêncio, solidão. Cada verso é um eco do que somos quando tudo derrete."
Memórias de gelo
No instante seguinte, tudo se torna poeira, entulho de silêncio, lágrimas da solidão.
No instante seguinte, o ar se torna raro efeito, lágrimas se transformam em sangue, silêncio atordoante.
Solidão, quando chega, chega desestabilizando, provocando.
Desejos e sonhos enfraquecidos, consumidos pelo desespero, lágrima fragilizada.
No instante, tudo se vai, tudo o que era seguro, tudo construído com gelo, agora escorre por entre os dedos.
Feito de memórias ilusórias, desfeito todo o sonho, lágrimas de desejos.
Era de madrugada, ouço passos Pressinto a chegada de um estranho Ofegante… Bate na porta com violência.
Me levanto, olho pela fresta da janela Um homem nu, caído. Noto que seu corpo está todo perfurado Me dirijo até a porta, enquanto aciono a polícia.
A polícia chega, e sua única preocupação É me olhar com olhares de quem já me condenou. Em meio àquele falatório e acusações sem provas, Me concentro em meus pensamentos.
E em cada detalhe do corpo à minha frente, O que mais me intriga É a tatuagem em seu peito Com os dizeres em latim: "Advocata mea pro me loquitur."
Depois de alguns dias mergulhado nessa história, As ideias e provas foram sendo construídas, Me levando a uma única dedução: Em meio ao caos — identidade, vingança.
O morto veio de uma cidade distante daqui, Encontrou-se com o bispo local. Localizei sua advogada por meio da tatuagem. Bispo e advogada estavam abraçados — e mortos.
Ver você passando na minha rua, me sinto exausta, sem energia alguma, me sinto exausta.
Ver você passando só para me esnobar, me sinto exausta. Se você se atreve, nada posso fazer, porque me sinto sem forças para o teu ciúme.
Me sinto entediada quando vejo você passando na rua, com sol… na chuva… no frio… só me sinto exausta dos seus ciúmes.
Sua possessividade não é nada atraente. Sinto, de verdade, muita preguiça — preguiça de você… E não consigo amar alguém assim. Só sei que me sinto entediada quando vejo você desfilando por ciúmes.