Tag: memória

  • O desejo nos cega

    O desejo nos cega

    Indo para bem longe de mim
    Longe…
    Sem olhar para trás
    Seguirei indo para bem longe.

    O meu ser é terra devastada
    Isso é algo que muito me incomoda
    É algo sutil, mas persistente
    Quero distância de tudo.

    O teu gesto é suave
    Transmite delicadeza
    É o que procuro
    E persigo com persistência.

    No andar da vida
    A vida segue ferida
    Preciso continuar
    Do jeito como está.

    O que esperar do nosso encontro?
    Encontro de almas marcadas
    Predestinadas um ao outro
    Almas apaixonadas.

    Não sigo destino
    Sigo a minha razão
    Que me diz para ir bem longe
    Fiel à minha razão, eu sigo.

    No íntimo, quando eu reflito
    Buscando teses e teorias para desqualificá-lo
    O que só encontro é o meu coração apaixonado
    Essa é a verdade quando eu penso em você.

    Tento em vão te esquecer
    Penso que sumir de sua vida me fará bem
    E sei como tudo isso é em vão
    Todo o amor e carinho só aumentam.

    Me dê a sua mão
    Quero senti-la
    Quero mergulhar nesse amor
    Me permita te amar de agora em diante.

    Me entrego de corpo e alma
    Sem reserva alguma, me dou por inteira
    Meus sentidos…
    Desejos meus…


    Quero você, meu amor
    Sinto os teus lábios
    Ousando, ousados
    Molhados…

    Somos duas almas incompletas
    E incompletas permaneceremos
    Tudo o que vivemos
    São sentimentos que já passaram.

    Carlos de Campos
    Foto por Mick Haupt em Pexels.com
  • Regado à tristeza

    Regado à tristeza

    Ilusões de um coração solitário
    A imagem que passa não é verdadeira
    É a imagem de um coração angustiado,
    Uma vida despedaçada.

    O sucesso é incontestável,
    E, mesmo simpática, é sincera.
    A verdade é que a fama te isola,
    E, isolado, você não existe mais.

    Com o sucesso vem a ilusão.
    A vida emocional é afetada.
    Desejos e medos se contradizem,
    O caminho é duro.

    E não...
    Não, não existe nada tão cruel:
    Dúvidas, incertezas, ansiedade a todo instante,
    E ninguém te compreende.

    E, quando menos se espera,
    Deixo a tristeza feliz.
    É exatamente quando ela me supera,
    Me fazendo sua refém.

    Infelizmente, a tristeza tem vencido com frequência.
    Vejo os dias, meses, anos passando...
    Só não vejo essa tristeza passar.
    Dizem que a fama cobra o seu preço.

    Carlos de Campos

    Foto por Thibault Trillet em Pexels.com
  • Mesmo Casada, Ainda Sinto Frio

    Mesmo Casada, Ainda Sinto Frio

    Em dia frio como hoje,
    emoções me envolvem.
    Sinto um vazio,
    pego-me a chorar.

    Fêmea cheia de desejo,
    aspiração: viver feliz,
    ser mulher toda inteira.
    Só falta você.

    Instinto distinto,
    fluidos harmônicos,
    sensações me fazem querer você
    completamente disponível.

    Em dias de frio, me sinto só,
    sofro por sua ausência.
    Você me faz querer sonhar,
    sinto sua falta!

    São raros os momentos em que não penso em você.
    Mesmo estando casada, sinto necessidade,
    porque você se tornou tudo o que mais quero.
    Preciso tanto do teu abraço.

    O seu lugar em meu coração está reservado.
    Nos dias frios, me aqueço em suas lembranças.
    Despojada, um dia quero estar em tua presença.
    Quero, uma única vez, poder me sentir amada.

    Carlos de Campos

    Even Married, I Still Feel Cold

    (Adapted from “Nos dias frios, preciso ser amada por você”)

    On a cold day like this,
    emotions wrap around me.
    An emptiness echoes—
    I catch myself crying.
    A woman full of longing,
    I ache to live in joy,
    to be whole, fully a woman.
    Only you are missing.
    My instincts awaken,
    pulses flow in harmony.
    Something in me wants you—
    utterly present, completely mine.
    In cold days, I feel alone,
    bruised by your absence.
    You make me believe in dreams.
    I miss you—so much.
    Rarely does a moment pass
    when you're not on my mind.
    Even though I'm married,
    I crave you still.
    Your embrace,
    your space in my heart,
    is already taken—by you.
    On cold days,
    I warm myself in your memory.
    Stripped of pride,
    I long to be near you,
    just once,
    to feel what it's like
    to be truly loved.

    Carlos de Campos
    Mesmo Casada, Ainda Sinto Frio
    Foto por Jc Laurio em Pexels.com
  • A resistência não é um bom caminho

    A resistência não é um bom caminho

    Instinto de animal dominador que, sem perceber, vai colocando os pés pelas mãos. Impulsividade e agressividade andam juntas com a sua personalidade. Fiel aos que lhe são próximos e nada mais.

    Características que derivam de seu inconsciente o tornam uma pessoa difícil de se lidar, desde o momento em que acorda até o adormecer. E é claro que você, em certa medida, se atenta a como anda lidando com a situação, mas não é o suficiente.

    O seu lado protetor, de certa forma, acaba se tornando um peso em sua vida. Você entra em uma neurose de querer proteger tudo, e no final nada nunca estará bom o suficiente — especialmente se você não tiver colocado toda a sua energia.

    Infelizmente, esse seu modo de ser acaba consumindo toda a sua energia. Você acorda com energia total e, antes mesmo do fim da tarde, já está em um esgotamento completo. O que poderia ser uma qualidade é a chave para o seu constante fracasso emocional.

    O instinto de sobrevivência é compreendido de maneira equivocada. O que se busca, no final de tudo, é mais parecido com atos excessivamente egocêntricos e com a ideia de que vale tudo, desde que se conquiste o respeito e a validação do outro.

    O que você precisa pensar é: por que você toma essa atitude? O que você está sentindo ou pensando no momento? Dê mais atenção a como você faz as pequenas coisas da vida, porque são esses pequenos e bons momentos que nos oferecem a oportunidade de, quem sabe, nos encontrarmos com nosso mundo interior.

    Carlos de Campos

    Foto por u0410u043bu0435u043au0441u0430u043du0434u0440 u041fu0440u043eu043au043eu0444u044cu0435u0432 em Pexels.com
  • O amor me amou enquanto esperava

    O amor me amou enquanto esperava

    Infâmia!
    Deixo o passado me envolver
    Em minutos
    O nada se torna um caos.

    Impasse é só mais um impasse
    Deitado, levanto-me
    Deitado permaneço
    A um minuto do caos.

    Levanto-me!
    Em minutos do caos
    Percebo, de alguma forma,
    A forma disforme.

    Disforme me envolve
    Meus pensamentos se desfazem
    Bem diante dos meus olhos
    Olhos distintos.

    Instinto solitário
    Destino implacável
    O domínio balança a alma
    Alma em pecado.

    É o que sinto
    Cara de poucos amigos
    A infidelidade me ronda
    Coração todo infame.

    Infâmia!
    Deito-me em seu ombro
    Diante dos meus olhos
    Expõe os seus desejos.

    Cara de poucos amigos
    Fica indignado com sua presença
    Em teus sonhos
    Revela-se um personagem.

    Impasse!
    São minutos preciosos
    Que calam em meu coração
    Que desfruta de alguns minutos da vida.

    Livre do medo
    Do desejo
    Livre de minha própria liberdade
    Da decisão — que não vejo mais nada.

    Impasse perfeito
    Cheio de altos e baixos
    De indecisões
    À liberdade imperfeita.

    A liberdade delirante
    Cada um fez sua escolha
    Escolhas alucinantes
    Como deve ser.

    Impasse certeiro
    Capacidade de ver a vida
    Pela janela do meu quarto
    Eu olho tudo passando.

    Diferente de quando olho no espelho
    Da cara de bobo que você faz
    Faz tempo que não te vejo
    Desde quando éramos crianças.

    Crianças pobres
    Tristes
    Desiludidas
    Famintas.

    No último instante de vida
    Vida ferida pela própria vida
    Pelos medos que te angustiam
    Vivo em um impasse perfeito.

    Cheio de simetria
    De caos sem razão
    Dos dias que passamos juntos
    Deitado em teu ombro, eu adormeci.

    Adormecido para os momentos de improviso
    Deitado em sua cama
    Abro a janela do meu coração
    Dos corações que nunca amei.

    Cara de quem anda apaixonado
    Desejos incontidos
    Dado à pouca sorte
    Sorte de um coração imperfeito.

    Coração de coragem
    Balanço em harmonia
    Respiro convergente
    Coração de infelicidade perfeita.

    Tudo é feito para não existir tristeza
    E, quando a tristeza bate à sua porta,
    Ela saberá das infâmias que a vida lhe trará.
    Deito-me em teu ombro.

    Com o coração apertado,
    Sufoca a minha esperança imperfeita.
    O medo me angustia,
    Não sei mais amar.

    E, amando, te amo corriqueiro.
    Me passa o que vai e vem,
    Dureza no coração —
    Há uma infeliz.

    De minuto a minuto, tudo é o caos.
    Tudo é colocado no chão,
    Me levando para ir embora
    No dia em que estou mais triste.

    Deitar-me nos lençóis desse amor,
    Amor controverso,
    Desiludido de tudo —
    Tudo o que é pequeno.

    Inteiro é como aparento estar.
    As carências revelam onde eu gostaria de estar:
    Estar no cume de um desfiladeiro
    E gozar da própria sorte.

    Insisto em desafiar a própria morte.
    Sem sorte, mas entregue à própria sorte,
    Sou um homem do amor,
    Das paixões abusivas.

    Irritado, de novo me calo.
    Calor enquanto o silêncio fala,
    Fala o que precisa ser dito,
    Ao menos uma vez, eu preciso ouvir.

    O amor é um ser: infâmia.
    A cama é de um, a fidelidade de outro.
    Outros — das imperfeitas alegrias,
    Fiel ao anoitecer.

    Infiel, deitam em sua cama.
    Ao abrir a janela, vejo camadas.
    De um minuto para o caos,
    Fiel à noite quero ser.

    O amor é um ser infame
    Diferente comigo.
    Me sinto atraído por sua infidelidade,
    Me sinto contagiado por sua forma de amar.

    Amor sem destino,
    Sem regras,
    Sem respeito,
    Amor livre e sem frescura.

    Desleal,
    Na cama, amor para toda a vida.
    Vida é fiel até anoitecer,
    Que se desfaz em minutos.

    São os minutos em que tudo vira caos,
    Cacos em forma de amor.
    Amor sem sentido de amar,
    Que ama sem fazer sentido.

    Instinto de dominação,
    De gozo e de alegria,
    Que vive para dar fim à própria vida —
    Vida dos amores arrependidos.

    Em um minuto, tudo é amor e caco,
    É desprezo, sem respeito,
    Nulidade da própria essência,
    Essência sem vida.

    Impasse selvagem,
    Amor sem caráter,
    Diálogos permissivos,
    Dia sem fim.

    Amor sem tesão,
    Desejos caóticos.
    Bem que te quero na cama,
    Abre a janela e camadas infinitas
    De despesas se revelam continuar.


    Diante dos meus olhos, tudo se desfaz.
    Diante da minha lucidez, tudo se torna caos.
    Amor sem magia é o que você é,
    Sem glamour ou compromisso.

    Vida de luxúria,
    Devassidão em plenos pulmões, para mim.
    Desejos oculto
    Da boca que beija você.

    Desencanto
    De um amor sem o teu encanto.
    De um ombro amigo para se deitar,
    De uma cama que sabe amar.

    Na luxúria de minha vida, sigo
    Exausto,
    Diferente, mas atordoado,
    Infame por uma vida de caos.

    Instinto de amor selvagem,
    Embriagado por beijos noturnos,
    Em camada de vidro me sinto,
    Atravessado por seu domínio.

    Distante me sinto,
    Como me sinto distante de você,
    Distante dos teus beijos,
    Das carícias que envolviam o peito.

    Deitado no batente da janela,
    Observo crianças brincando.
    É uma tarde quente, agradável.
    Espero você voltar toda tarde.

    Estou pronta para te perdoar,
    Pronta para te amar novamente,
    Disposta a me lambuzar com suas infames visitas.
    Quero você aqui novamente.

    Quero ser objeto do teu desejo.
    Por sua devassidão,
    Eu me excito,
    Eu me regozijo, dia após dia, por sua espera.

    Desejo sob a luz da verdade,
    Verdade de um amor traiçoeiro,
    Desprezível.

    Deito-me na janela e adormeço.
    Fidelidade descansa em meu ombro.
    Deixe todo o barulho do mundo.
    Repouse o seu corpo e descanse em paz,
    Na paz dos que sustentam a fidelidade com a própria vida.

    Fidelidade, beba dessa água pura,
    Dos que mataram sua sede com fidelidade.
    Dai-me uma profusão de fidelidade.
    Homenagem lhe rendo por sua fidelidade.

    Me vejo em teus olhos,
    Enamorado de minha alma,
    Dos teus dias que passam cuidando
    Com a maior solidariedade.

    Em tua fidelidade me encontro
    No desencontro me encontro firme,
    Firme por tua essência,
    Essência puramente magistral.

    Destino e instinto,
    Deusa e fracasso,
    Desejo e fidelidade,
    Caos e serenidade.

    Instinto selvagem avassalador
    Deflagra ataques contra a fidelidade,
    Ataque sustentado pelo ódio,
    Pelo medo.

    Infiéis se levantam contra a fidelidade,
    Ataques cruéis,
    Em plena luz do dia,
    Ódio visceral.

    Instintos desonestos
    Que perambulam pelos vales da incerteza,
    Das dores e da ingratidão,
    Dos amores que seguem infiéis.

    Amor fidelidade,
    Amor contra-ataca,
    Capacidade não revelada,
    Instinto de fidelidade.

    Me adianto outra vez,
    Desisto da fidelidade,
    Em outra paz me encontro,
    A paz dos desesperados.
    Olho e não vejo,
    Os insultos passados não voltam.
    Fidelidade custa muito caro,
    Custa ser fiel a todo custo.

    Mundo promíscuo,
    Desafio de uma vida sem sentido,
    Deixo o meu andar
    Nas alturas que estar.

    Desisto de ser fiel
    Quando a fidelidade é só mais uma história,
    Sentida e pouco vivida,
    Deixo de ser fiel.

    Fidelidade, onde é tua residência?
    Onde se esconde?
    Não consigo mais vê-la,
    E, se vejo, não mais a reconheço.

    Onde moras?
    Tua ausência é sentida em minha vida,
    É a vida que sente,
    Sente sua ausência.
    Ausência que devasta o coração,
    Que enfraquece a relação,
    Ausência que sente medo,
    Medo de ficar sozinho.

    Em um dia triste como este,
    Rendo homenagem à solidão,
    Solidão dolorosa
    Que sente a ausência de sua presença.

    Imito o amor e vou além,
    Além do mundo da ilusão,
    Da dor vencida
    E oferecida como sacrifício.

    Eu vou além da ilusão
    Do mundo que nos faz sofrer,
    Por causa do apego
    Na solidão sentida.

    Vou além da ilusão,
    Vou além,
    Vou buscar onde nunca fui,
    Vou além da ilusão.
    Das vidas perdidas,
    Das entranhas escuras,
    O amor—
    Onde está o amor?

    Que o amor seja pleno,
    Pleno de gratidão,
    Que consola os aflitos
    E dignifica os derrotados.

    Vou, então, além da ilusão,
    Além da dor e solidão,
    Vou ao encontro do amor,
    Vou além de qualquer questão.

    Íntimo de minhas escolhas,
    Escolhas mal escolhidas,
    Percepção despercebida,
    Escolhas que me levaram à solidão.

    Escolhas do coração,
    De ilusão a ilusão,
    Destino escolhido,
    Do íntimo que ainda não se revelou.
    Íntimo do que escolho,
    Escolhas que ainda não foram feitas,
    E, sem saber, não podem ser feitas,
    Longe da mente de sucesso.

    Mente afiada de uma busca desenfreada,
    Me deixe sentir a vida,
    Além das minhas escolhas,
    Além dos minutos que precedem o caos.

    Me deixe ouvir a vida,
    Desistir de ser quem não sou,
    De interpretar o que não compreendo,
    Fugir quando se precisa ir à luta.

    Um dia, quem sabe
    A fidelidade vença esse mundo caótico,
    Confuso.
    Quem sabe, um dia.

    Mude o coração do mundo,
    Desespero em mudar o outro.
    Não peças que as pessoas mudem o mundo
    Sem antes mudarem a si próprias.
    Mude sua maneira de olhar o mundo,
    Da maneira que queres mudar.
    A mudança se torna impossível
    Se não mudares a tua maneira de ver o mundo.

    Um certo dia me perguntei:
    Como vencer os desejos infames?
    A vida de infidelidades?
    As dores provocadas nos amores que amei?

    A solidão impetrada consome a minha existência?
    Os desejos carnais que me alimentam?
    As mulheres e os homens que por mim
    Foram transformados em objetos sexuais?

    O que mais quero nessa vida
    É restituir os danos que causei,
    Desilusões que provoquei,
    Vidas que usei.

    O que quero é poder, um dia,
    Voltar a ser o filho da dona Virgínia,
    Aquele menino inocente da infância.
    O que quero é nada além de um desejo.
    Mudar o meu mundo é tão difícil.
    É necessário entrar em plena consciência,
    Estar fundamentado no presente
    Para não se perder em ilusões.

    É preciso olhar para o passado com coragem,
    Aceitar os problemas que causam dor,
    E acolher sem qualquer ressentimento
    Para assim superar o passado.

    O passado de que você tanto correu,
    Os defeitos que você tanto escondeu.
    Para mudar o mundo é preciso mudar a si,
    É preciso olhar para si com plena confiança.

    Mudar a si mesmo é ir além
    Além do próprio ego,
    Além do amor-próprio,
    Mudar a si próprio é aceitação.

    Aceitar que a vida não foi vivida plenamente,
    Aceitar que as paixões ainda te dominam,
    Aceitar que a vida ainda é ilusão,
    Aceitar que precisa, todos os dias, se aceitar.
    Para mudar o próprio mundo é preciso se aceitar,
    Aceitar além das paixões,
    Aceitar o inaceitável,
    Cultivar o amor ao próximo.

    Que você comece a se aceitar,
    E, aceitando, se permita ser transformado.
    Transforme a sua mente
    Em uma mentalidade equilibrada.

    Mude o seu modo de olhar para o outro,
    Mudando a maneira como olha para si.
    Tudo o que você faz ou pensa sobre o outro
    É o que você faz e pensa sobre si mesmo.

    Mudar a vida é permitir a transformação,
    É permitir que o amor seja a única salvação.
    Transformar a si mesmo para reproduzir amor
    É se tornar um jardim cheiroso e florido.

    É olhar o outro com o puro olhar de uma criança,
    É ser amor em tempo de desamor,
    É viver na solidão na plenitude do amor,
    É amar na essencialidade do amor.
    É amar o amor como quem ama a própria vida,
    É fidelidade para toda a vida,
    É produzir prosperidade onde passa,
    É viver como quem vive para amar.

    Cada passo que damos para a mudança
    É um passo que não se pode voltar,
    É o compromisso que nos compromete para toda a vida,
    Mesmo que seja uma vida ferida.

    Mudar é estar leve na vida,
    É ir e vir com alegria,
    Felicidade é a marca de quem se aceita,
    É sorrir para a vida e com a vida.

    Me sinto leve
    De uma leveza à flor da pele,
    Leve como dente-de-leão
    Que voa livre pelo ar.

    Leveza de quem mudou a si mesmo,
    De quem leve está para ser plenamente vivo.
    Estar vivo não é apenas respeitar,
    É ser leve em toda a sua beleza de existir.
    É o ser sendo mudado,
    O novo olhar sendo gestado,
    É o homem desejando ser livre,
    É a capacidade de ver além da materialidade.

    O meu amor flui,
    Com intensa insistência, flui.
    É um fluir de amor
    Que flui simplesmente porque precisa fluir.

    Estou aqui!
    Embriagado do mais puro silêncio.
    Estou aqui!
    E por aqui quero ficar.

    Em um fluir de amor,
    Do êxtase esperado de toda uma vida,
    Em um coração mergulhado no amor,
    Amor de um amor incompreensível.

    Eu vou além dos fluidos do amor,
    Da nova encarnação,
    Em um profundo mistério eu vou entrar,
    Das delícias do banquete eterno vou me saciar.
    Um mundo de eternidade é o que desejo,
    Desejo os desejos mais puros,
    Desejo experimentar esse desejo de continuar.
    O desejo de mudar já é uma mudança.

    Deito-me em teu ombro para desejar o amor,
    Deite-me em teu colo para receber teus afagos divinos.
    Dai-me coragem para ir além do que os olhos podem ver,
    Dai-me a serenidade de quem te encontrou.

    Profundezas de minha alma,
    De cintilante encanto,
    Me redescubro no mais profundo vínculo,
    Na insondável limite entre a alma e Deus.

    Deus do mais profuso amor,
    Do que vê além do que somos,
    Da divindade que deseja brincar com a nossa alma,
    Alma que voa dando rasantes de felicidades.

    Em profusão, degusto desta experiência,
    Experiência transformadora
    De uma alma em plena transformação de si,
    Mesmo sendo um ser humano.
    E mesmo caminhando nesta terra de incongruências,
    É preciso somente um gesto de aceitação
    Para experimentar com toda as potencialidades do ser
    A inesquecível experiência do amor.

    Do amor que flui sem qualquer impedimento,
    Do mergulho que a alma faz sem qualquer constrangimento,
    Das belezas inenarráveis que os olhos da alma viram,
    E da impressão imprimida na alma com o fogo do amor.

    Impulsos da alma,
    De uma alma viva,
    De uma alma composta de carne e osso,
    De desejos frívolos aos elevados.

    Alma encarnada em uma sociedade
    Que revela o mundo a sua profunda enfermidade,
    Que o amor caminha em uma via de mão dupla,
    Que a experiência mística só se dá pela doação da própria vida.

    Se doar é estar a serviço do outro,
    Como o professor que se doa para educar,
    Que educa para o sentido da vida,
    Na vida encarnada nessa sociedade ferida.
    Educar é um profundo gesto de amor,
    É levar contradições a uma vida sem sentido,
    É instigar a alma que se coloque no caminho —
    Deus é quem declara.

    Que só existe uma verdade entre o céu e a terra,
    E os únicos portadores dessa chave são os professores.
    Os professores são os guias para essa sublime revelação,
    São quem oferece alimento sólido para o corpo e alma desnutridos.

    São os professores que conduzem o corpo à leveza,
    Sem antes levar-nos a curar de nossas mais profundas tristezas.
    São os professores que semeiam em nós as contradições,
    Que são os antídotos contra a ignorância e as inverdades.

    Fiel no ato de educar,
    Educar com fidelidade para a vida,
    É quem nos ajuda a organizar os desejos indesejáveis,
    E é quem, no silêncio do cotidiano,
    Transforma o mundo transformando vidas.




    Vidas sendo transformadas a todo instante,
    Recebendo alimento saboroso para o corpo,
    E que ressoa em todas as fibras dessa alma —
    Almas e corpos desafiados.

    Educados para serem destemidos,
    Educados para serem elevados,
    Educados para serem transformadores,
    No mais puro amor, no coração da sociedade.

    Em pleno desespero, só nos resta amar.
    Na turbulência de cada dia, o amor é nossa âncora.
    No inverno frio da vida, o amor é quem nos aquece.
    No amor é onde encontro o meu refúgio.
    Depois da tempestade, o amor é o sol da minha vida.

    O que tenho a dizer?
    Se o nosso equilíbrio é o amor,
    Se todas as nossas virtudes vêm do amor,
    O que mais eu posso lhes dizer,
    Além de tudo que já lhes disse?
    Existe alguma força no mundo mais bela que o amor?


    O amor é nosso último destino,
    É de onde tudo sai e de onde tudo retorna,
    É a sensibilidade palpitante no corpo,
    É o início e o fim da vida.

    É o mistério dentro do mistério,
    É mistério de amor.
    Da beleza és o amor.
    Tudo o que vive e respira respira no amor.
    O amor é um mistério palpável.

    Impasse diante do amor não existe.
    Impulsos desenfreados é o amor que reorganiza.
    Desejos impulsivos, é no amor que tudo se detém.
    Delírio em um mundo de ilusão,
    O amor é a mais doce das realidades.
    O amor é quem somos hoje.

    Uma vida de busca,
    Uma experiência marcante,
    Um gemido para a eternidade que a alma solta,
    Esperança renovada,
    Educação consolidada.

    Quem sou eu diante do amor?
    Diante do amor, quem sou eu?
    Quem sou eu para ser amado pelo amor?
    De onde vem esse amor que me ama?
    Deito-me no colo do amor e aqui fico.

    Meus dias já não serão mais iguais.
    O desejo é sempre equilibrado.
    É da experiência com o amor
    Que os desafios foram sublimados,
    E o amor é o verdadeiro responsável.

    É o amor quem mostrou o melhor caminho.
    É no caminho que o amor se revelou.
    Desejos equilibrados,
    Pensamentos tranquilos,
    Tudo graças à força do amor.

    Desde que conheci o amor,
    A minha vida sofreu uma transubstanciação.
    O amor não pediu nada em troca,
    O amor apenas amou.
    O amor educou para que eu soubesse amar.

    O amor me devolveu a dignidade.
    Em dias de caos, eu sei o caminho para o equilíbrio.
    Nos desentendimentos do cotidiano, eu sei recorrer à razão.
    Quando tudo parece triste,
    O amor vem e me consola.

    Eu busco o meu consolo no amor.
    Essa é a força que move a minha vida.
    É a razão de tudo estar indo bem.
    O amor me encontrou.

    Eu me encontrei no amor.
    O amor, desde sempre, me buscava
    E não me encontrava.
    E quando me encontrava,
    Eu estava com as portas fechadas.

    O amor insistiu…
    Persistiu…
    Resistiu…

    Não me violentou…
    Não me obrigou…
    Não me chantageou…
    O amor, desde o primeiro instante,
    Só me amou…
    E me amando sorriu.
    E com o seu sorriso esperou.
    Esperou…

    Esperou…
    Esperou em meio ao frio,
    Esperou sob o sol do verão intenso,
    Esperou com o sorriso no rosto.

    Esperou convicto de que era preciso esperar.
    Esperou por respeitar.
    Sua espera respeitou o meu tempo,
    Respeitou o meu momento.

    Respeitou e, em respeitando, esperou.
    Esperou sem pressa.
    Amar é esperar o momento certo,
    O momento do encontro.

    De encontro a encontro, o amor esperou.
    O amor venceu porque esperou.
    E na sua espera amou,
    Amou como se fosse o primeiro dia,
    Amou como se fosse o último dia.
    Esperar o momento certo é amar.

    Amar profundamente o outro
    É viver amando,
    Mesmo quando não existe reciprocidade.

    Se é amado,
    Amar é esperar e resistir,
    Para que o amor vença
    No coração do outro.
    É necessário amar enquanto se espera.

    Carlos de Campos
    Foto por Alessio Cesario em Pexels.com
  • Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Imoral!
    Deveras, és um imoral
    No canto que entoas,
    No caminho que caminhas.

    És um imoral,
    Inverno doloroso;
    De acontecimento em acontecimento,
    Tens a imoralidade como missão.

    No canto, cantas a tua imoralidade,
    Tua perversa covardia.
    Em cada verso eu digo:
    “Imoral contumaz!”

    Ressurges das cinzas com tua imoralidade.
    Em cada verso, sem me cansar, repetirei:
    Imoral é tudo o que você é
    No trato com suas famílias,

    Nos romances extraconjugais,
    Dos abortos forçados de suas amantes.
    És diligente em ser um mau caráter,
    Um usurpador de felicidades.

    Os acontecimentos
    São dramas reais:
    Abuso constante,
    Liberdade nunca mais.

    Longe de toda essa busca,
    Alimento a minha alma,
    Desnutrida,
    Descuidada pelo teu amor.

    Empatia!
    Delírio dos fracos,
    Do abismo entre a realidade
    Do que olhamos ou sentimos.


    Do amor à imoralidade,
    Das palavras que sinto,
    Das palavras que digo,
    Palavras que não são ditas.

    Ditas em uma ditadura,
    Ditas no esconderijo dos perseguidos,
    Impopularidade crescente
    Das palavras que nunca foram ditas.

    Imoral desde o nascimento,
    Da existência ao esquecimento,
    No prelúdio do ser,
    Ser imoral enquanto dorme.

    Nada se pode fazer quanto a isso.
    Cada um controla o que sente,
    Mente enquanto sente,
    Mente sem quaisquer escrúpulos.

    A gente caminha pela rua tranquilo...
    Desse jeito a gente caminha,
    Caminha desse jeito,
    Jeito de caminhar.

    Caminha como quem desfila,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem espera a morte,
    Desse jeito a gente caminha.

    Caminha de mãos dadas com a imoralidade,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem busca prostituição,
    Desse jeito a gente caminha.

    Imoral é nosso modo de viver a vida.
    Buscamos na imoralidade nossas justificativas.
    Impróprio,
    Me acomodo.

    Desse jeito a gente caminha:
    Consolação,
    Distante do mundo da gente,
    Em programa a programa.

    Me divirto na imoralidade desta vida.
    Dai-nos a sua bênção!
    Cautela!
    Nada mais nos resta.

    Filhas do amor,
    Consolação da vida terrena,
    Dia a dia,
    Minha existência se desfaz.

    Medo e segurança
    Já não fazem parte da minha essência.
    Desejos imorais é o que ainda sinto;
    Sinto como quem sente o sangue circulando.

    Esbanjando vitalidade,
    Enlouquecendo o meu ser...
    O que ainda me resta dessa tal imoralidade?
    Sinto que ela quer me deixar.

    Sinto que seus afagos,
    Carícias,
    Já não fazem parte de minha vida.
    Sinto sua falta.

    Ao mesmo tempo que não sinto mais nada,
    Sua ausência é sentida.
    Sua ausência é também celebrada.
    O que sinto por você, afinal?

    Bem, o que sinto eu não sei.
    O que me parece que sei
    É que não sinto mais sua falta,
    Que a sua presença não faz mais diferença.

    A ilusão me convida
    Para adentrar ao espetáculo da vida:
    Uma vida sofrida,
    Carcomida pela ignorância.

    Adentre ao grandioso circo de horrores,
    Onde a vida não vale a pena,
    O amor é somente ódio...
    Que circo é capaz de tirar sua noite de sono?

    E te levar a insônias agudas?
    Perturbar sua vida diariamente?
    Que circo de horrores é esse?
    Que vende ilusão como droga?

    Que vicia nossos jovens com tanta facilidade?
    Que circo dos horrores é esse,
    Onde a vingança é o primeiro da lista?
    O circo é um horror.

    Mas é uma máquina de destruição.
    Desinformação...
    Destruição...
    Desinformação...

    Máquina que pulveriza memórias,
    Afetos...
    Amor...
    Paz...

    Me rendo à imoralidade,
    Dou a minha única esperança,
    Me submeto à sua ignorância,
    Sou teu servo.

    Abro mão da minha liberdade,
    Abro mão do amor,
    Abro mão da felicidade.
    O que mais queres de minha pobre alma?

    Dou toda a minha história.
    Desejo de você só mais uma coisa:
    Desejo que você não pense,
    Não reflita.

    Pare de ler livros que alimentam a sua alma,
    Pare de querer ter esperança,
    Pare de ser amigável com os outros,
    Viva na mais pura ignorância.

    Odeie quem vos quer bem,
    Deixe os relacionamentos saudáveis no passado,
    Enlouqueça de uma vez.
    O que você não pode mais querer...

    É querer fazer a diferença para o mundo,
    É ser um agente de transformação contínua,
    É fazer de sua vida uma vida de partilha...
    O que você não pode mais querer
    É querer ser gente como a gente.

    Carlos de Campos
    Foto por Beyzaa Yurtkuran em Pexels.com
  • Incertezas

    Incertezas

    Perdão, oh, meu pai,
    difícil é a vida;
    joguei meu futuro no presente incerto.

    Meu Deus, quanta incerteza!
    Destemido é o que sinto;
    sua coragem é surpreendente.

    Instinto distinto,
    enigma do coração,
    desejos que vão.

    Meu filho!
    Sua busca é justa e inevitável;
    são nossos os prazeres do mundo.

    Fingir amor, se tudo é ódio,
    desejos extravagantes,
    almas enclausuradas.

    Cada um tem o seu preço,
    consumidores diuturnamente,
    destino sem futuro.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Da solidão avassaladora à vitória

    Da solidão avassaladora à vitória

    Gosto do cheiro da chuva.
    Daí, me sinto acolhido,
    Livre da solidão —
    Solidão, não sozinho.

    Que solidão é essa?
    E o que devo fazer?
    Da solidão, a tristeza
    Do tempo que passa.

    Ilusão e solidão,
    Sozinho e triste.
    Dia de chuva, sinto o cheiro da terra,
    Cheiro da terra incrustada.

    Luta-se diariamente.
    O confronto é corpo a corpo.
    Em cada luta, uma derrota.
    Luta-se para, quem sabe, um dia vencer.

    Luto porque luto.
    Mesmo derrotado, continuo lutando.
    Luto contra meu pior e mais letal inimigo:
    Luto contra minha própria mente.

    No dia em que a chuva cair
    E os terreiros forem molhados,
    Há de ser o sinal
    De que a minha próxima luta eu vencerei.

    Carlos de Campos
    Foto por Jou00e3o Cabral em Pexels.com
  • Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Imperfeição!
    É o grito do mundo atual,
    O vislumbre do poder a todo custo,
    O cômodo permanente.

    Quimera!
    Delírios de emoções,
    Autópsia do destino
    Invertidos.

    Imperfeitos!
    É como está a sociedade:
    Beleza desfocada da vida,
    Vida sem sentido.

    Imparcial é como nos movimentamos:
    Imparcial no amor e na dor,
    Imparcial no lazer e no trabalho,
    E imparcial em uma vida negligente.

    Falidos é como estamos,
    Emocionalmente derrotados,
    Em uma sociedade egocêntrica
    Que finge amor pela vida.

    Homem!
    Boca aberta,
    De espírito descontrolado,
    O mundo em pleno fracasso.

    Carlos de campos
    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com
  • O desejo me desafia a desejá-lo

    O desejo me desafia a desejá-lo

    O meu universo vai além das cores e formas,
    Além de tudo o que está além,
    Divagando…
    O que ninguém pode falar.

    Fala-se o que carrega peso
    Do tempo que ainda nem é tempo.
    Fala-se sobre o impronunciável,
    Divagando…

    O impronunciável detesta ser observado.
    De olhar atento, permanece como sentinela,
    Diluído e fragmentado,
    Esquecida está a sua fala.

    O impessoal precisa ser levado em conta,
    Desponta na escuridão,
    Doando-se.
    Déjà-vu…

    Encontro com o inesquecível,
    Perdido no vazio.
    Solidão…
    De rara e inesquecível beleza.

    Inesquecível beleza,
    Beleza rara,
    Destemida,
    Incompreendida.

    Ao destino, falo o que sinto,
    Falo o que omito.
    Desisto de falar porque me envergonho.
    Diante da realidade, apenas me comovo.

    São falas como essas que me aprisionam.
    Me sinto deslocado.
    Enfurecido estou, agora
    Perdido no tempo.

    Divago…
    Nos tumultos existentes, me desaguou.
    Na interminável exploração, eu reflito.
    Desisto, enquanto sinto.

    O impronunciável volta a se pronunciar
    No andar leve,
    No olhar sedutor.
    Fala-se o que não se pode falar.

    Beleza irradiante.
    Comovido, escorrem lágrimas.
    São lágrimas que não podem ser faladas,
    Falas que não podem ser sentidas.

    Discurso ofegante.
    Divago no presente ausente,
    Nas lutas perdidas,
    Dor dos abraços não correspondidos.

    Loucura…
    Mortandade…
    Funeral dos sentimentos.
    Loucura sentida.

    Sentimentos reprimidos
    Do que não pode ser falado.
    Dor…
    Deslocado estou no desejo.

    Imperfeito,
    Do mundo interior me escondo.
    Me abstenho dos desejos,
    Desejos imperfeitos.

    Impronunciáveis são os meus desejos,
    Distorcidos e incompreendidos,
    Desejos retidos,
    Encarcerados pelo sentido.

    Me encontro divagando em meus pensamentos.
    Desejo…
    Do falar impronunciável,
    Carcereiro dos meus atos.

    No auge do amor, me entrego.
    Destino traçado.
    Imparável!
    No demais, deixem o amor falar, se expressar.

    Carlos de Campos
    Foto por Alexander Grey em Pexels.com