Tag: memória

  • A sua volta


    📖 Enquanto a Solidão me Abraça – já disponível!
    Existem momentos em que o silêncio fala mais do que mil vozes.
    E é nesse lugar – entre a dor, a memória e o recomeço – que nascem os versos de Enquanto a Solidão me Abraça.
    Este livro é um abraço em forma de poesia para quem já amou, perdeu, esperou… e ainda assim escolheu continuar.
    Cada página é um espelho onde você pode se reconhecer, e talvez, se curar.
    🔹 Palavras que tocam.
    🔹 Sentimentos que não se explicam, mas se sentem.
    🔹 Um convite à introspecção e ao reencontro consigo mesmo.
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    Deixe-se abraçar por essas páginas.


    A sua volta

    Sua mão toca o meu ombro.
    Olho para ver quem é,
    e, com surpresa, vejo que é você,
    que, depois de tanto tempo, resolveu voltar.

    Distante, preferiu ficar.
    Diante das minhas ligações, escolheu silenciar.
    O que te faz ter esperança para voltar?
    O que ainda quer de mim?

    No instante em que te vi,
    o coração até reconsiderou,
    mas o meu pensamento foi mais racional,
    Fazendo-me recordar tudo o que passamos.

    Sinto-me traído
    e mais infeliz do que quando você partiu.
    O que menos me importa é saber o motivo da sua volta;
    quando decidiu ir embora, foi sem me comunicar.

    Siga a tua vida longe de mim.
    Quero me esquecer de você,
    deixar tudo para trás,
    como se você nunca tivesse existido.

    A infelicidade sempre terá a sua força.
    A minha sempre será você:
    do amor à ilusão,
    da ida, da volta, para o esquecimento.

    Carlos de Campos

    A sua volta
    A sua volta
  • Convite ao leitor

    🌿 Convite ao leitor:
    Se este poema tocou algo dentro de você, convido a explorar outros versos que também nasceram do silêncio, da ausência e do amor.
    Cada texto é um fragmento de mim, mas pode ser espelho de algo seu.

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  • O Que Permanece

    O Que Permanece

    Mistério que envolve a vida,
    Ferida que sangra e não tem cura.
    Mais além de você,
    Só você mesmo.

    Diante da vida, existe a morte.
    O desejo incontido de sobrevivência
    Nos leva ao ostracismo.
    De repente, tudo para.

    No último suspiro,
    Finalmente conseguimos a emancipação da Terra.
    Homem parado, sem questionamentos,
    Na ilusão da vida, recebemos a morte como prêmio.

    Não existe defesa contra a morte,
    Nem acordo de rescisão.
    A morte é abusiva,
    Com poder opressor.

    Com sua força, abusa do poder,
    Eliminando a todos — amigos e inimigos —,
    Atraindo para si olhares invejosos,
    Ostentando ganância em meio à miséria.

    Seu poder e fama voam pelo mundo.
    Inveja e incerteza são os seus companheiros.
    Tudo o que ofereci foi por medo.
    A cada segundo, é mais um passo para o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por Summer Stock em Pexels.com
  • O que eu seria sem o meu trabalho?

    O que eu seria sem o meu trabalho?

    Caos no trabalho é difícil de administrar
    São horas sem saber a verdadeira razão
    Cada um administrando como pode,
    Mesmo sem o patrão saber.

    Alguém viu o lucro que poderia ter e inventou o trabalho.
    No final do dia, dá trabalho viver com o trabalho que faço.
    É uma espécie de “chora menos quem manda”,
    É a valentia de quem nunca trabalhou.

    Quem deveria acordar acha fofo o emprego que tem:
    Insalubridade, pagamento atrasado e pressão psicológica.
    Existe honra nisso?
    Ser a maior força que com mais facilidade se pode manobrar.

    Movimento a exploração da mão de obra:
    Morreu trabalhando, morreu com honra.
    Seja você o agente transformador da boa vida do seu patrão,
    Só não se esqueça de que você é facilmente descartável.

    Imagine quando você ficar doente?
    Como o seu patrão vai te tratar?
    O seu suor é totalmente desvalorizado,
    Enquanto o emprego vai desaparecendo.

    Há quem diga
    Que foi Deus quem inventou o patrão
    Para castigar a carne de Adão e Eva,
    Que fornicaram lá pelas bandas do paraíso.

    Carlos de Campos

    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Encanto e desencanto de um encontro

    Encanto e desencanto de um encontro

    O que não quero
    É encontrar, pela estrada da vida,
    Os dias difíceis e sem solução,
    E o que encontro, não quero a companhia.

    E o que encontro pela estrada da vida?
    Encontro a companhia de quem não quero.
    Quero o imperativo do desejo,
    Do querer estar em sua companhia.

    Quem quis o que não podia ter?
    Quem, diante do medo, não se expõe?
    Ninguém sabe o que deseja realmente;
    O que queremos, muitas vezes, é obscuro.

    Indo ao encontro da sorte,
    Dos milagres oportunos que a vida reservou
    Aos pobres desantenados,
    Bem quis a vida que nós nos encontrássemos.

    Em meu teatro de oportunidades,
    Do baixo ao mais baixo da vida,
    Na difícil tarefa de amar,
    Os encontros obscuros.

    Um fiel escudeiro do amor é o que sou,
    Do amor que promove o encontro e o desencontro.
    Dentre segredos guardados a sete chaves,
    O amor é com quem não quero estar na estrada.

    Carlos de Campos

    Foto por Wendell Stoyer em Pexels.com
  • Escondendo o segredo mais valioso

    
    
    
    
    

    Escondendo o segredo mais valioso

    A nossa fidelidade busca compromisso,
    Impossível para os dias de hoje,
    Insustentável, para dizer o mínimo.
    A nossa fidelidade é vacilante.

    Imagine o fluxo do desejo,
    O preocupante demônio,
    As fábulas inventadas para te seduzir,
    Percorrendo, dia a dia, o seu corpo.

    Em cada corpo existe um segredo
    Que anseia ser descoberto,
    Que precisa ser manipulado com as mãos.
    Não beijo o lábio que guarda este segredo.

    Na verdade, o segredo busca ser revelado.
    É trabalhoso, essa busca.
    O que nos aguarda é muito prazeroso.
    A postura valente de quem busca sempre é recompensada.

    Mova o lacre!
    E perceba o destino sendo traçado,
    As leis naturais se organizando.
    Ali embaixo existe sempre um mistério a ser descoberto.

    Negar é trair o outro,
    É ser infiel aos desígnios naturais.
    Dose apurada do mais puro desejo —
    Sórdido é ter que continuar a guardar esse segredo.

    Carlos de Campos

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    Foto por Moein Moradi em Pexels.com
  • Onde há ódio existe a destruição

    Onde há ódio existe a destruição

    Não existe prazer em meio à dor,
    Mesmo que seja acompanhada de intervalos de bem-estar.
    O corpo e a mente ficam desconectados,
    E não sabemos para onde ir.

    O sol aquece o corpo ferido de morte.
    Tudo nesta vida é dor e sofrimento,
    É conflito e mais conflitos,
    É uma constante guerra sem fim.

    Um instante, um único vacilo, e tudo se vai,
    Sem aviso ou uma última refeição.
    Tudo simplesmente evapora,
    A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.

    Desvio o olhar por um instante.
    Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza.
    Oh, como a senhora Beleza é plena!
    Habita no olhar inocente de uma criança.

    Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza?
    É possível que um coração iludido se recupere?
    E como posso vencer o mal?
    Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?

    O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio.
    A mente busca por salvação.
    Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida,
    Para que um dia, contigo, eu possa estar.

    Carlos de Campos

    Foto por Joel Alencar em Pexels.com
  • Inteiro no silêncio

    Inteiro no silêncio

    "Silenciar é uma maneira de alcançar o interior do ser."

    Uma a uma,
    são derrubados os obstáculos;
    vejo o caminho aberto.

    Uma a uma, as tropas avançam;
    nada é capaz de conter.
    Escondo-me!

    Escondido, encontro-me com o silêncio,
    um silêncio aconchegante.
    Uma a uma, as minhas células vão se transformando.

    Uma a uma, vão se adaptando;
    vou buscando o silêncio:
    destino!

    É no silêncio que me encontro,
    desencontro de ilusão.
    Não existe confronto no silêncio.

    Carlos de Campos

    Foto por Cliff Booth em Pexels.com
  • Existe um toque mortal na saudade


    Existe um toque mortal na saudade

    “Bem no auge do nosso amor, você foi embora.”

    Ontem, em meio à saudade,
    O meu mundo desabou.
    O que restou foi só a ilusão,
    Sofrimento pela sua ausência.

    Sua presença ainda é sentida,
    É dor que só aumenta,
    Aumentando ainda mais a minha solidão.
    Um dia, preciso saber o porquê.

    Me jogo de cabeça no trabalho,
    Nas noites mal dormidas.
    Recorro a tudo o que me faça esquecer de você,
    E absolutamente nada é capaz de soterrar a falta que você me faz.

    Hoje,
    É só mais um dia,
    Misturado a mais um dia ruim no trabalho,
    Mais um dia da mais pura saudade.

    Oh, minha alma!
    Desejoso estou de viver a felicidade.
    Quem idealiza uma vida em meio à dor?
    O que nós fizemos de errado?

    Meu amor é constantemente atacado pelo ódio,
    Ódio que prevalece em mim por esperar a sua volta.
    Deixado para trás é como me sinto.
    Sou mais uma vítima da saudade, marcada pela morte.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • O medo da realidade obscura nos leva à fantasia

    O medo da realidade obscura nos leva à fantasia


    "Os desejos são assombros na mente."


    Sentir é uma magia
    Que toma conta de nossa mente
    E nos leva a um mundo de fantasia,
    Para muitos, uma realidade sem volta.


    Sei que nem todo mundo
    Entra nessa vida de fantasia por opção;
    Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam,
    Nem sempre foi por livre opção.


    Um refúgio seguro é o que se busca
    Numa fuga desesperada,
    Dolorosa existência,
    Incinerando a mente de um mundo doente.


    A mente acelerada se desfaz;
    Uma a uma, as ideias já não fazem sentido,
    Tudo volta a ser primitivo;
    Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.


    Mente em fuga,
    distópico,
    nuclear.


    Desejos
    irrealizáveis
    cobram —
    o seu preço.


    Distante,
    da realidade,
    vivo —
    no mundo da fantasia.

    Mente
    em colapso total,
    volta
    para o mundo primário —


    viver,
    inseguro,
    por falta
    de realidade.


    Realidade que
    se vive
    (com presença
    de espírito).

    Carlos de Campos

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    Foto por Burcu Bircan em Pexels.com