O peso que carregamos em nosso viver É a consequência de um tempo indomável, Do querer e não conseguir mais. É o tempo que passa, meu amor.
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É a memória que falha, A voz que se cala, Os pés que já não sustentam mais. A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento É o peso do tempo, Da tua história. Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando, O fim implacável. O peso é pensar sobre o meu fim, De uma história que me foi generosa.
O tempo voa. As emoções emergem da mente subterrânea. O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante, Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador. Sou colocado diante da minha verdade. Do que mais eu temia pode vir a acontecer. É o tempo quem me avisa.
O caos e a vida coexistiam. A vida se fortalecia em meio ao caos. O caos se intensificava na medida em que a vida existia. Caos e vida: um depende do outro.
Tudo o que existe hoje vem do caos. Está vivendo em pleno caos e para o caos voltará. Somos a plenitude do caos.
De cada sensação de equilíbrio, o caos vai se movimentando e existindo. O caos é a força causal da vida. É o poder central do que vemos e somos.
O caos é o nosso criador. É quem gera a nossa energia vital. O caos é o elemento primordial de tudo o que existe. Existir é ser caos.
É por isso que não existe a perfeição, apenas o aceitável. Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos, até este poema que você lê é feito de caos.