Tag: poesía contemporánea

  • Quando o nome é a pergunta

    Quando o nome é a pergunta

    Jogos de emoções são a liberdade sendo pervertida, que, ao eclodirem, se desnudam em falanges de egocentrismo. O que são esses demônios induzindo à miséria? Na verdade, são crenças limitantes de uma pessoa gestando desejos inconscientes. Fidelidade promíscua com o submundo. Demônios entoam em minha alma: abuso de poder! Eis que vem o abuso de poder…

    O silêncio canta junto da alma: desejos sombrios, venham todos à luz…

    Carlos de Campos

    Foto por Veronika Voinorovich em Pexels.com
  • Coração Pulsante

    Coração Pulsante

    Os teus olhos me fazem crer
    Que os dias ao teu lado valem a pena,
    Que as emoções não serão passageiras.
    É um bom dia para ser vivido.

    O dia em que não penso em você é triste,
    É cheio de confusão.
    Não existe nada melhor.
    E, pensando, como não te amar?

    Vem, deita-se em meu colo.
    Quero os teus cabelos enrolar,
    As tuas mãos segurar.
    Preciso estar com você.

    Os dias em que não penso em você
    São dias solitários,
    Sem esperança.

    Janela entreaberta,
    Espero por você
    Com o coração escancarado.

    Carlos de Campos
    Foto por Irene Furlan em Pexels.com
  • O desejo nos cega

    O desejo nos cega

    Indo para bem longe de mim
    Longe…
    Sem olhar para trás
    Seguirei indo para bem longe.

    O meu ser é terra devastada
    Isso é algo que muito me incomoda
    É algo sutil, mas persistente
    Quero distância de tudo.

    O teu gesto é suave
    Transmite delicadeza
    É o que procuro
    E persigo com persistência.

    No andar da vida
    A vida segue ferida
    Preciso continuar
    Do jeito como está.

    O que esperar do nosso encontro?
    Encontro de almas marcadas
    Predestinadas um ao outro
    Almas apaixonadas.

    Não sigo destino
    Sigo a minha razão
    Que me diz para ir bem longe
    Fiel à minha razão, eu sigo.

    No íntimo, quando eu reflito
    Buscando teses e teorias para desqualificá-lo
    O que só encontro é o meu coração apaixonado
    Essa é a verdade quando eu penso em você.

    Tento em vão te esquecer
    Penso que sumir de sua vida me fará bem
    E sei como tudo isso é em vão
    Todo o amor e carinho só aumentam.

    Me dê a sua mão
    Quero senti-la
    Quero mergulhar nesse amor
    Me permita te amar de agora em diante.

    Me entrego de corpo e alma
    Sem reserva alguma, me dou por inteira
    Meus sentidos…
    Desejos meus…


    Quero você, meu amor
    Sinto os teus lábios
    Ousando, ousados
    Molhados…

    Somos duas almas incompletas
    E incompletas permaneceremos
    Tudo o que vivemos
    São sentimentos que já passaram.

    Carlos de Campos
    Foto por Mick Haupt em Pexels.com
  • Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Imoral!
    Deveras, és um imoral
    No canto que entoas,
    No caminho que caminhas.

    És um imoral,
    Inverno doloroso;
    De acontecimento em acontecimento,
    Tens a imoralidade como missão.

    No canto, cantas a tua imoralidade,
    Tua perversa covardia.
    Em cada verso eu digo:
    “Imoral contumaz!”

    Ressurges das cinzas com tua imoralidade.
    Em cada verso, sem me cansar, repetirei:
    Imoral é tudo o que você é
    No trato com suas famílias,

    Nos romances extraconjugais,
    Dos abortos forçados de suas amantes.
    És diligente em ser um mau caráter,
    Um usurpador de felicidades.

    Os acontecimentos
    São dramas reais:
    Abuso constante,
    Liberdade nunca mais.

    Longe de toda essa busca,
    Alimento a minha alma,
    Desnutrida,
    Descuidada pelo teu amor.

    Empatia!
    Delírio dos fracos,
    Do abismo entre a realidade
    Do que olhamos ou sentimos.


    Do amor à imoralidade,
    Das palavras que sinto,
    Das palavras que digo,
    Palavras que não são ditas.

    Ditas em uma ditadura,
    Ditas no esconderijo dos perseguidos,
    Impopularidade crescente
    Das palavras que nunca foram ditas.

    Imoral desde o nascimento,
    Da existência ao esquecimento,
    No prelúdio do ser,
    Ser imoral enquanto dorme.

    Nada se pode fazer quanto a isso.
    Cada um controla o que sente,
    Mente enquanto sente,
    Mente sem quaisquer escrúpulos.

    A gente caminha pela rua tranquilo...
    Desse jeito a gente caminha,
    Caminha desse jeito,
    Jeito de caminhar.

    Caminha como quem desfila,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem espera a morte,
    Desse jeito a gente caminha.

    Caminha de mãos dadas com a imoralidade,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem busca prostituição,
    Desse jeito a gente caminha.

    Imoral é nosso modo de viver a vida.
    Buscamos na imoralidade nossas justificativas.
    Impróprio,
    Me acomodo.

    Desse jeito a gente caminha:
    Consolação,
    Distante do mundo da gente,
    Em programa a programa.

    Me divirto na imoralidade desta vida.
    Dai-nos a sua bênção!
    Cautela!
    Nada mais nos resta.

    Filhas do amor,
    Consolação da vida terrena,
    Dia a dia,
    Minha existência se desfaz.

    Medo e segurança
    Já não fazem parte da minha essência.
    Desejos imorais é o que ainda sinto;
    Sinto como quem sente o sangue circulando.

    Esbanjando vitalidade,
    Enlouquecendo o meu ser...
    O que ainda me resta dessa tal imoralidade?
    Sinto que ela quer me deixar.

    Sinto que seus afagos,
    Carícias,
    Já não fazem parte de minha vida.
    Sinto sua falta.

    Ao mesmo tempo que não sinto mais nada,
    Sua ausência é sentida.
    Sua ausência é também celebrada.
    O que sinto por você, afinal?

    Bem, o que sinto eu não sei.
    O que me parece que sei
    É que não sinto mais sua falta,
    Que a sua presença não faz mais diferença.

    A ilusão me convida
    Para adentrar ao espetáculo da vida:
    Uma vida sofrida,
    Carcomida pela ignorância.

    Adentre ao grandioso circo de horrores,
    Onde a vida não vale a pena,
    O amor é somente ódio...
    Que circo é capaz de tirar sua noite de sono?

    E te levar a insônias agudas?
    Perturbar sua vida diariamente?
    Que circo de horrores é esse?
    Que vende ilusão como droga?

    Que vicia nossos jovens com tanta facilidade?
    Que circo dos horrores é esse,
    Onde a vingança é o primeiro da lista?
    O circo é um horror.

    Mas é uma máquina de destruição.
    Desinformação...
    Destruição...
    Desinformação...

    Máquina que pulveriza memórias,
    Afetos...
    Amor...
    Paz...

    Me rendo à imoralidade,
    Dou a minha única esperança,
    Me submeto à sua ignorância,
    Sou teu servo.

    Abro mão da minha liberdade,
    Abro mão do amor,
    Abro mão da felicidade.
    O que mais queres de minha pobre alma?

    Dou toda a minha história.
    Desejo de você só mais uma coisa:
    Desejo que você não pense,
    Não reflita.

    Pare de ler livros que alimentam a sua alma,
    Pare de querer ter esperança,
    Pare de ser amigável com os outros,
    Viva na mais pura ignorância.

    Odeie quem vos quer bem,
    Deixe os relacionamentos saudáveis no passado,
    Enlouqueça de uma vez.
    O que você não pode mais querer...

    É querer fazer a diferença para o mundo,
    É ser um agente de transformação contínua,
    É fazer de sua vida uma vida de partilha...
    O que você não pode mais querer
    É querer ser gente como a gente.

    Carlos de Campos
    Foto por Beyzaa Yurtkuran em Pexels.com
  • Incertezas

    Incertezas

    Perdão, oh, meu pai,
    difícil é a vida;
    joguei meu futuro no presente incerto.

    Meu Deus, quanta incerteza!
    Destemido é o que sinto;
    sua coragem é surpreendente.

    Instinto distinto,
    enigma do coração,
    desejos que vão.

    Meu filho!
    Sua busca é justa e inevitável;
    são nossos os prazeres do mundo.

    Fingir amor, se tudo é ódio,
    desejos extravagantes,
    almas enclausuradas.

    Cada um tem o seu preço,
    consumidores diuturnamente,
    destino sem futuro.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Da solidão avassaladora à vitória

    Da solidão avassaladora à vitória

    Gosto do cheiro da chuva.
    Daí, me sinto acolhido,
    Livre da solidão —
    Solidão, não sozinho.

    Que solidão é essa?
    E o que devo fazer?
    Da solidão, a tristeza
    Do tempo que passa.

    Ilusão e solidão,
    Sozinho e triste.
    Dia de chuva, sinto o cheiro da terra,
    Cheiro da terra incrustada.

    Luta-se diariamente.
    O confronto é corpo a corpo.
    Em cada luta, uma derrota.
    Luta-se para, quem sabe, um dia vencer.

    Luto porque luto.
    Mesmo derrotado, continuo lutando.
    Luto contra meu pior e mais letal inimigo:
    Luto contra minha própria mente.

    No dia em que a chuva cair
    E os terreiros forem molhados,
    Há de ser o sinal
    De que a minha próxima luta eu vencerei.

    Carlos de Campos
    Foto por Jou00e3o Cabral em Pexels.com
  • Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Imperfeição!
    É o grito do mundo atual,
    O vislumbre do poder a todo custo,
    O cômodo permanente.

    Quimera!
    Delírios de emoções,
    Autópsia do destino
    Invertidos.

    Imperfeitos!
    É como está a sociedade:
    Beleza desfocada da vida,
    Vida sem sentido.

    Imparcial é como nos movimentamos:
    Imparcial no amor e na dor,
    Imparcial no lazer e no trabalho,
    E imparcial em uma vida negligente.

    Falidos é como estamos,
    Emocionalmente derrotados,
    Em uma sociedade egocêntrica
    Que finge amor pela vida.

    Homem!
    Boca aberta,
    De espírito descontrolado,
    O mundo em pleno fracasso.

    Carlos de campos
    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com
  • O lendário medo de ter tempo

    O lendário medo de ter tempo

    Meu mundo muda e fica mudo
    Dialogam…
    Entre um e outro existe um espaço de tempo
    Tempo…

    O tempo dialoga com o meu mundo
    Um mundo que fica mudo
    O tempo requer espaço
    Intervalo…

    No intervalo de tempo existe o meu mundo
    O mundo que fica mudo
    Explosões sensoriais
    Dentro do meu mundo que fica mudo.

    Olha no meu mundo
    Delícia…
    Existencial…
    Olhar antinatural.

    Demasiadamente obsoleto
    Olhar comportado, desconfiado
    Confinado no ar
    No meu corpo.

    Instinto condenável
    No ar congestionado
    Corpo inteiro
    Desejo escondido.

    Meu mundo é um labirinto
    Lá existe um labirinto escuro
    Um mundo de labirintos escuros
    O tempo é no labirinto.

    Lá, o tempo fica mudo
    Sem o tempo, tudo fica insosso
    Labirinto…
    No mundo distante e escuro…

    Meu mundo é um mundo de desejos
    Enrolado em papel cor-de-rosa
    Dá nuances
    Prefiro um labirinto cor-de-rosa.

    Jovem cheio de energia
    De nuance, prefiro a cor da pele
    Mundo cheio de labirinto
    Cai a bolsa e tudo tem um novo aspecto.

    Me deixe ir
    Soltar a pipa
    Debaixo daquele aquário
    Que laboriosamente foi esculpido.

    Com o sangue cor-de-rosa
    Meu mundo é um labirinto escuro
    Fechado…
    Escuro…
    Ainda é o meu mundo mudo.

    Meu mundo é um mundo mudo
    Estrela no céu brilha no escuro
    Mudo é como me sinto
    Lá existe um medo existente.

    O meu medo está no labirinto
    No labirinto escuro
    Isto é assustador
    Um labirinto que causa tanta dor.

    Medo…
    Tempo do medo
    Escuro do medo
    Delícia…

    Mundo do medo
    Do tempo
    Lá existe o tempo do medo
    Medo do medo.

    Existe o medo da existência
    Para a sobrevivência
    De soberba
    Sua mania do tempo.

    Existe o medo da existência
    No mundo mudo
    Quem sobrevive é porque tem medo
    Medo de um mundo sem tempo.

    Carlos de Campos


    Foto por Tom Fisk em Pexels.com
  • O teu olhar

    O teu olhar

    O teu olhar me fascina
    Desejo incompreendido,
    Instinto primitivo,
    Mergulho na alma.

    O desejo desorientado,
    Falange de vozes atordoadas,
    Impróprio para os que confiam.
    De ilusão a ilusão, vive-se uma ilusão.

    Não existe medo em meu coração,
    Nem a mais doce imaginação.
    Na minha carcaça, não existe alma,
    Só existe sombra e lamentação.

    Ímpeto repleto de vontade,
    Possuído por reles manifestações
    Que vêm do mergulho que faço
    Na fossa do meu ser.

    Dominado por uma breve lucidez,
    Tomo um susto!
    Ao ver o mundo entregue às traças,
    Uma sociedade falida.

    O delirante modo de vida que me convida,
    Estar afogado em meus problemas
    Impede que eu veja o milagre do vislumbre das cores.
    Dos tempos que se passaram, constato que nada mudou.

    Carlos de Campos

    Foto por Paweu0142 L. em Pexels.com
  • O que eu seria sem o meu trabalho?

    O que eu seria sem o meu trabalho?

    Caos no trabalho é difícil de administrar
    São horas sem saber a verdadeira razão
    Cada um administrando como pode,
    Mesmo sem o patrão saber.

    Alguém viu o lucro que poderia ter e inventou o trabalho.
    No final do dia, dá trabalho viver com o trabalho que faço.
    É uma espécie de “chora menos quem manda”,
    É a valentia de quem nunca trabalhou.

    Quem deveria acordar acha fofo o emprego que tem:
    Insalubridade, pagamento atrasado e pressão psicológica.
    Existe honra nisso?
    Ser a maior força que com mais facilidade se pode manobrar.

    Movimento a exploração da mão de obra:
    Morreu trabalhando, morreu com honra.
    Seja você o agente transformador da boa vida do seu patrão,
    Só não se esqueça de que você é facilmente descartável.

    Imagine quando você ficar doente?
    Como o seu patrão vai te tratar?
    O seu suor é totalmente desvalorizado,
    Enquanto o emprego vai desaparecendo.

    Há quem diga
    Que foi Deus quem inventou o patrão
    Para castigar a carne de Adão e Eva,
    Que fornicaram lá pelas bandas do paraíso.

    Carlos de Campos

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