Poema profundo sobre o fim de um relacionamento. Uma leitura que acolhe, compreende e ajuda a transformar dor em recomeço.
O relacionamento chegou ao fim? Estou aqui para te acolher…
Seja forte e busque se encontrar. Fim de relacionamento: não se sinta desse jeito. Não se culpe, e não culpe o outro.
O fim pode ser um novo começo. Primeiro, é preciso se encontrar. O princípio de tudo é se aceitar, se amar e se valorizar.
Em seu íntimo, ainda sofre, recordando as lembranças boas e os momentos tristes vividos. Ainda sentes os desejos que são apenas desejos.
É uma faca atravessada, sendo virada constantemente: misto de ódio, decepção e fracasso. Saber que chegou ao fim o nosso relacionamento... Sinto que é difícil aceitar que é real.
É momento de recolhimento, curar o coração com as próprias lágrimas, buscar conforto nos versos que te consolam e compreender, com as memórias felizes,
que tudo na vida é acerto e erro. Erros do presente não podem ser âncora a impedir um futuro relacionamento. A vida continua sendo nossa melhor escola.
“Preciso me dar um tempo” é um poema honesto, impactante e sensivelmente atual. Ele traduz, com lucidez e dor, o retrato de um sujeito contemporâneo esgotado pelas exigências do mundo, que encontra no próprio colapso uma chance de lucidez: cuidar-se antes que seja tarde.
Preciso me dar um tempo
Leveza de um destino entrelaçado Em uma busca sem desfecho Ironia É só o que encontro.
Os desafios são sem fim No auge, procurei desistir Sem saber que não estava no auge Só estava cansado.
Ir sempre além Mesmo estando cansado É como gostaria de pensar Só que a realidade me diz que ando esgotado.
Cansado… Estou aflito por sentimentos que não sinto Ir além… É ir de encontro com a morte.
Preciso me afastar do mundo Das pessoas que sabem de tudo É vital focar nas coisas que se passam em minha mente E parar de ser intransigente comigo.
Com urgência, preciso me cuidar Antes que seja tarde demais E eu venha a sucumbir Me desfazendo em partículas pelo asfalto.
Imediatamente, toda a família se vê imbuída do impulso da raiva. De domingo a domingo, não existe um dia sequer em que não estejam dispostos a brigar. Pais perdidos… em um mundo tecnologicamente caótico, filhos desgovernados.
Estrada sem saída… É assim que se descortinam muitas famílias. A distância entre pais e filhos só aumenta, legado de um relacionamento superficial, futuro sem perspectiva de união.
Tudo que começa mal termina mal. Relacionar-se com o filho precisa ser com equilíbrio. O seu filho não é você… e você precisa compreender: a educação oferecida precisa estar no contexto da vida do seu filho.
O que você jamais pode fazer? Não busque as suas experiências do passado, mesmo que sejam positivas. Elas são suas — e já são passadas. Fazer isso só reforça tudo o que seu filho não precisa: ser um reflexo embaçado do que você não foi nesta vida. É fundamental que o contexto seja a vida do seu filho. Equilíbrio no educar me parece a palavra-chave.
Enquanto estiverem educando os seus filhos, aprendam que a educação é uma via de mão dupla. Eduquem-se para educar o outro. Desfaça-se dos seus dramas pessoais com um psicólogo. O seu filho precisa ser educado para experimentar a vida dele — e não a sua… Ser íntimo do seu filho é transmitir a ele que você é uma pessoa de total confiança.
Ensine o seu filho a navegar em mares revoltosos. Não o deixe morrer afogado nas próprias angústias. Não sejam pais apenas enquanto os filhos são menores. Ser pai, ser mãe, é missão impossível: missão para toda a sua vida. E nada disso é garantia da felicidade do seu filho.
Não vem. O que é normal é assustador, mas é normal. Imita ser, mas não é. Quem você pensa que é?
É ilusão desejar o que você deseja, sentir o que você sente. É inegável. Você sente e vê. E o que você sente e vê? E o que você sente? Vê o que sente? O que os outros captam, mesmo estando com você? Lógica do ilógico. O que sinto e vejo são coisas absolutamente distintas.
Vê! Existe a realidade, só que não é como acreditamos. Diferente? Como explicar algo que estamos experimentando e que, mesmo explicando, não acreditamos? O que vemos e sentimos está em nós e, ao mesmo tempo, está além. O que está além, nós enxergamos e sentimos, só não compreendemos.
Tua grandeza é assustadora Teus princípios são reveladores Já és quem, em tua busca, se propôs ser.
II
Interiormente evoluído Dom supremo Inigualável O mundo não te conhece Ou melhor: O mundo ainda não te conhece. Dá ao tempo o tempo de maturação. Os frutos já sobrecarregam os vinhedos. O tempo da colheita já se anuncia. É tempo de colher prosperidade. E que os próximos anos sejam abundantes. Lá no vinhedo, é possível ver Com que força vai se irrompendo O amadurecimento dessas belas uvas. Mesmo ainda no processo de maturação, É possível sentir, a quilômetros de distância, Nitidamente, O doce suave desses frutos. Incontável será essa colheita. Mostra, com orgulho, essa tua produção Logo as uvas amadurecem, Mas já era possível constatar Com que força e beleza vêm sendo os seus versos. Com que força podemos constatar? Chegou onde chegou E como chegou: Só quem o caminho fez a cada dia Tem em si a plenitude da certeza De que o tempo da colheita chegou. E com ele chegaram também A prosperidade, o reconhecimento e a abundância. Nos pés de cada saborosa uva Surgem também Preciosos e delicados poemas, Como flores que nascem em um jardim Para embelezar a nossa visão. Dê uma última olhada Para o seu passado sombrio E tenha a certeza De que para lá você nunca mais vai voltar. Olhos fixos agora para o horizonte, Para o mais belo horizonte de sua vida.
III
Célebre em sua alma Esse dia que é para ser recordado Individualmente e coletivamente. Teus são os esforços. Cultivou a terra dura Com disciplina e harmonia. Cultivou… Dias, meses, anos. Cultivou… Sem perspectiva alguma. Continuou… Cultivando a terra dura. E agora, nada é mais justo Do que a vitória seja celebrada Com poemas Que emergem da alma, Da alma que, mesmo ferida, Continuou o cultivo da vinha.