Tag: poesía contemporánea

  • Deleite Divino



    “Deleite Divino” é um poema que celebra o amor como uma experiência sensorial e transcendental. O toque, o olhar, a contemplação do cotidiano. Um convite à fusão entre corpo, alma e instante.

    Neste poema, a poesia se revela como um caminho para viver o amor com profundidade, liberdade e consciência. Ideal para quem busca palavras que tocam, curam e despertam emoções.

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    Poema sensorial e espiritual sobre o amor. “Deleite Divino” é uma entrega poética ao instante, ao corpo e à alma — com delicadeza e intensidade.



    Deleite Divino

    Preciso me embriagar dos teus beijos,
    deliciar-me do teu jeito,
    olhar atrevido,
    suavemente tocando o sentido.

    Leve como um bom sonho,
    livre é como me encontro,
    mergulhado em tuas sensações,
    distante estou do mundo.

    Descasco uma laranja
    enquanto te observo:
    delicada em teus movimentos,
    insistente em teu olhar.

    O elixir das deusas recai sobre minha cabeça.
    Explodem em meu ser fogos de artifício.
    Estou todo entregue ao momento,
    no êxtase do amor.

    Carlos de Campos
    Foto por Eric Moura em Pexels.com
  • Contato Fatal


    Um desaparecimento misterioso, uma carta enigmática e nenhum final claro. Leia o poema “Contato Fatal” e tire suas próprias conclusões.

    Contato Fatal é um poema narrativo que convida o leitor a assumir o papel de detetive, juiz ou simplesmente testemunha silenciosa.

    Uma mulher tímida, um vizinho carismático e uma carta com relatos que ultrapassam a realidade.

    Não espere respostas. Aqui, quem fecha o caso é você.

    Leia, sinta e tire suas próprias conclusões.


    Contato Fatal

    Lídia é uma mulher simples,
    tímida,
    de olhar atencioso.
    Bem... Túlio.

    É o seu vizinho:
    sempre prestativo,
    homem com mais de quarenta anos,
    adorava ir à academia.

    Lídia, apesar de sua timidez,
    gostava de conversar com Túlio,
    especialmente quando a mulher dele não estava.
    O clima só esquentava.

    Às vezes, Túlio saía na esperança de ver Lídia,
    e nada de Lídia aparecer.
    E assim aconteceu por longos dois meses.

    Maria, a única amiga de Lídia,
    vai até a casa de Túlio
    com uma carta endereçada a ele.
    Ele recebe a carta, agradece a Maria
    e busca um lugar longe dos olhos da esposa.

    A carta trazia um longo e confuso relato:
    Lídia descrevia um contato com alienígenas
    e dizia temer por sua vida.
    A data da carta coincidia...
    com o dia do seu desaparecimento.


    Carlos de Campos

    O que você acha que aconteceu com Lídia?
    Comente abaixo. Mas lembre-se: talvez ela esteja lendo…

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Mais um desinteressado da vida?

    Neste poema reflexivo e visceral, o autor mergulha nas profundezas do desinteresse pela vida, atravessa a solidão e o medo, e convida o leitor a se reencontrar com sua essência. Uma jornada poética do vazio ao despertar, marcada por imagens simbólicas e uma força silenciosa de renascimento.

    Poema sobre o desinteresse pela vida e a busca de sentido. Um chamado poético para recomeçar e recuperar o que é nosso por direito.

    Mais um desinteressado da vida?

    Desinteresse?
    Mas...
    O que foi que você não pensou?
    Mergulho na lamentação.

    Mas...
    Desinteresse...
    Mergulho na solidão.
    É assim que tenho seguido.

    O medo é uma realidade.
    Cadê a minha vida?
    Felicidade por fora,
    Intimidade sinistra.

    Onde encontro alívio?
    Às sombras me retiro.
    Mas... e a vida?
    Desinteressante.

    É o momento de voltar a existir,
    Ser quem você nasceu para ser.
    Lave o rosto...
    E vamos em busca do nosso ouro.

    Dos espólios que nos foram roubados,
    Sonhos sufocados...
    É hora de ir em busca do que é nosso —
    Do que é nosso por direito.

    Carlos de Campos
    Foto por G. Jau em Pexels.com

    In this reflective and visceral poem, the author dives into the depths of life’s disinterest, passes through solitude and fear, and invites the reader to reconnect with their essence. A poetic journey from emptiness to awakening, marked by symbolic imagery and a silent force of rebirth.

    A poem about disinterest in life and the search for meaning. A poetic call to begin again and reclaim what is ours by right.

    Just Another Disinterested in Life?

    Disinterest?
    But…
    What was it you didn’t think through?
    I dive into lamentation.

    But…
    Disinterest…
    I dive into solitude.
    That’s how I’ve been going on.

    Fear is a reality.
    Where is my life?
    Joy on the outside,
    A sinister intimacy within.

    Where do I find relief?
    I retreat into the shadows.
    But… what about life?
    Uninteresting.

    It’s time to come back to existence,
    To be who you were born to be.
    Wash your face…
    And let’s go in search of our gold.

    Of the spoils that were stolen from us,
    Of dreams suffocated —
    It’s time to go after what is ours,
    What is ours by right.

    (Traduzido por inteligência artificial)

    Carlos de Campos

  • Não é mais uma mulher, é a regra do machismo





    “Não é mais uma mulher, é a regra do machismo” é um poema que transcende a estética para se tornar denúncia. Aqui, cada verso é um passo em direção ao colapso — não só do corpo da personagem, mas de uma estrutura social adoecida. Um texto que precisa ser lido com o coração aberto e a consciência alerta.



    Não é mais uma mulher, é a regra do machismo

    Impaciente…
    Dirige-se ao balcão do caixa.
    Está com pressa,
    E a fila é enorme.

    Impaciente, fila enorme,
    Começa a passar mal.
    Seu corpo pálido e fraco
    Desaba na fila daquele supermercado.

    A ambulância chega.
    A mulher, ali mesmo, recebe os primeiros socorros.
    É preciso levá-la com urgência para o hospital:
    É mais grave do que parece.

    É vida ou morte!
    É sangramento interno.
    Os paramédicos correm contra o tempo.
    É vida ou morte!

    O silêncio do centro cirúrgico
    É interrompido pelo “piiiiiii” do monitor cardíaco,
    Um som específico que revela
    Que a vida se esvaiu.

    Os médicos nada mais podiam fazer.
    Um tiro nas costas perfurou seu pulmão.
    Foi alvejada na fila do supermercado
    Pelo próprio filho.

    Carlos de Campos
    Foto por Charlie Rock-driguez em Pexels.com
  • O barco da vida, turbulência encontra

    Poema intenso e existencial que reflete sobre insistir, desistir e o sentido de viver em meio ao caos. Leitura para pensar e sentir profundamente.

    O barco da vida, turbulência encontra

    No desistir, o insistir é uma chance de existir?
    Existimos…
    Por que existimos?
    Desistir de existir.

    Insistir em um projeto é burrice?
    É a valentia dos heróis?
    Alguém forçado pelo sistema?
    Um fracassado que só não quer dar o braço a torcer?
    Desistir de existir é uma opção viável?

    Existir, o que andas fazendo?
    Sonha acordado e anda parado?
    Insiste em desistir,
    O sonho dos alucinados?

    O sonho de existir passa pela realidade de desistir.
    Desisto, logo estou fodido,
    Frustrado em insistir no existir.
    Eis o âmago da existência.

    Carlos de Campos
    Foto por Katia Miasoed em Pexels.com
  • Te amo

    Te amo” é um poema que engana com sua simplicidade: ele se inicia com a proposta de um sentimento universal, mas logo mergulha em reflexões existenciais, dissoluções afetivas e colisões psíquicas.

    Te amo

    Vê, gente, o amor?
    Não é ilusão,
    descaso e mortalidade.

    Sou o sonho desfeito,
    caminho de felicidade destruído,
    sou desejo esquecido.

    O átomo da vida,
    sou a consciência diluída,
    sou você em rota de colisão.

    Me dê o seu coração;
    em troca, lhe dou o meu amor.
    Me dê o seu tempo;

    em troca, cuidarei de você.
    Eu te amo com amor infinito.
    Eu quero, espero assim poder.

    Carlos de Campos

    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    Este poema-reflexão mergulha fundo na sensação universal do vazio existencial, explorando o peso do sofrimento e a busca constante por sentido em um mundo marcado pela dor e pela injustiça. Com linguagem acessível e forte impacto emocional, a obra convida o leitor a uma viagem filosófica sobre a origem da consciência e o conflito entre esperança e desespero.
    Uma leitura essencial para quem busca compreender melhor o próprio lugar no mundo e os dilemas que moldam a experiência humana contemporânea.



    Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.


    No princípio da vida, existia um lugar onde encontrávamos conforto e segurança. Neste lugar, só eu e minha esperança coexistíamos. Mas, mesmo nesse lugar belo e confortável, eu me perguntava: Onde estou? Para onde vou?

    Dia após dia, na medida em que ia se formando a minha consciência, os meus questionamentos só aumentavam e iam se tornando cada vez mais intensos. E, com eles, os medos e as angústias me dominavam. O desejo de querer saber era terrível.

    Em dias “normais”, o desejo era mais intenso, essa minha “loucura” de querer saber qual era o sentido da minha vida. Era intrigante constatar que, desde a minha concepção até o meu nascimento, tudo o que experimentei e experimentava era só dor e sofrimento, com pequenos momentos de alívio que chamamos de felicidade.

    Em um dia mais tranquilo, eu vi o ódio, a fome, o genocídio, a injustiça — só para citar alguns — arrasarem livremente o mundo, e ninguém fazia nada para conter. Onde estava a lógica nisso tudo? Nascer, crescer, só para sofrer e ver os outros sofrerem? Quem preferiu a dor em vez do amor? A fome em vez do prazer?


    Eu sou só mais um, em meio a outras bilhões de pessoas que carregam em seu peito essa brasa flamejante, que, com persistência, nos queima a todo instante. Essa profunda marca nos interroga a todo momento sobre o que estamos fazendo aqui.

    Aconteça o que acontecer hoje de bom ao longo de seu dia, o que estamos fazendo aqui continuará ecoando dentro de você, e nada poderemos fazer sobre isso. E tudo isso, querendo ou não, influencia o nosso comportamento e decisões diariamente. O vazio existencial é assustador.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Enquanto a solidão me abraça: o livro que acolhe sua alma nas noites difíceis

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/
    Enquanto a solidão me abraça
    Enquanto a solidão me abraça, de Carlos de Campos — seu companheiro nas noites solitárias.


    Em noites de solidão, estarei aqui


    O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

    Enquanto a solidão me abraça não é mais um livro sobre solidão; é um livro em que as palavras pulsam, choram, sorriem e sangram — quando têm que chorar, sorrir e sangrar. Em outras palavras, as palavras ganham vida.


    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.


    O livro Enquanto a solidão me abraça pretende acolher enquanto caminha com você, especialmente quando todos aqueles que se diziam seus amigos não estão mais ao seu lado e nem caminham contigo. É exatamente aqui que o livro se propõe a caminhar contigo.

    Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma; é experimentar os labirintos da angústia, das injustiças, dos medos. E, mais do que isso, e acima disso, é sair com a consciência e a confiança de que tudo na vida é passageiro, e que nem mesmo a dor dura para sempre.


    Por isso, e por tantas outras experiências, convido você a adquirir seu exemplar do livro Enquanto a solidão me abraça, que contém poemas cuidadosamente escritos para que você possa mergulhar numa extraordinária leitura que expressa com profundidade a condição de um coração em plena solidão.

    O livro Enquanto a solidão me abraça deseja, mais do que tudo, partilhar sua vida e suas experiências.

    Ser seu companheiro fiel nas noites escuras e frias — seja porque você esteja passando por isso, seja porque sempre existirá a possibilidade, durante a nossa vida, de que essas frentes frias e solitárias possam chegar.

    E, quando ela chegar, o livro Enquanto a solidão me abraça estará ao seu lado para sussurrar em seu coração palavras que aqueçam a alma, como: confie, coragem, tudo passa...

    Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.

  • No passar do tempo, instante desfeito

    Este não é apenas um poema que se lê — é um poema que lê você.
    Ele reconhece, em silêncio, os lugares onde o tempo deixou marcas: dor, saudade, arrependimento, maturidade.
    Não tenta convencer. Apenas revela uma verdade universal: o tempo não é neutro.
    Ele molda, esvazia, esculpe… e, às vezes, sepulta.
    Cada verso é um espelho — e cada espelho, uma travessia.


    No passar do tempo, instante desfeito

    No existir do tempo,
    o tempo nos comove.
    Diante de tua grandeza exuberante,
    o tempo deixa de existir.

    Sou o tempo que passou,
    o tempo que se faz presente,
    o tempo em construção permanente.
    Sou o tempo em tempo.

    Tempo em tempo,
    a vida dita o ritmo.
    Em tempo, em tempo,
    a vida vai se esvaindo.

    O tempo é quem me mantém vivo,
    ditando o ritmo sinistro.
    O tempo vai...
    e, com ele, também vai a minha paz.

    No fim do tempo, existe uma pessoa
    que pensa e se incomoda.
    O tempo é irremediável,
    e o fim geralmente é negado.

    O tempo amadurecido
    é o tempo de ser colhido.
    É tempo da aceitação,
    tempo da mais pura transição.

    Carlos de Campos
    Foto por KoolShooters em Pexels.com