O medo vem e toma posse dos nossos corações. Vem na escuridão da madrugada, no descanso de nossa alma. Vem e se aloja em nossa história.
Neste momento, somos levados por essa influência. Por esse destino sombrio somos conduzidos. Sem nenhuma chance, nem resistimos, estamos à mercê desse inimigo invisível.
Infiltrado em nossa mente, está sob seu domínio a nossa vontade, a nossa profunda decisão. Não temos mais acesso.
Esse é um vírus maldito, o vírus do medo, que nos leva às conclusões erradas, deixando-nos com essa marca.
O medo nos fala ao coração, fala com um certo rancor, fala em morte... em desespero...
Desejos envolventes passam por minha mente. Desejos, como diz o nome, são desejos. Em cada fibra do meu ser, pulsa insistentemente o desejo — desejos envolventes. Quem pode contê-los? Para onde fugiremos?
São intensos, percorrem todo o meu corpo a cada momento — ora mais evidentes, ora nem tanto. É desejo sobre desejo, afogando-nos, dispersando-nos. Onde vamos parar com tantos estímulos?
Nem sempre estamos no controle de nossas emoções. De repente, somos tomados por tanta tristeza; nos afundamos em uma overdose de estímulos. Desejos mal digeridos… fugimos para não encarar a realidade onde antes havia apenas prazer.
E se formos contra os nossos instintos? Quem, em plena consciência, pode se gabar de ser um ser evoluído? Quem, nesta Terra, não está sob o domínio do desejo — desses desejos que viciam e nos enchem de manias?
Insisto em reclamar aos quatro cantos algo que está longe de ser novidade, mas que nos torna todos dependentes dessa experiência. É o desejo que nos domina por inteiro — e do qual estamos aprisionados.
Meus sonhos estão cada vez mais enfraquecidos, distantes da realidade. Sinto-me deprimido, constrangido por meus instintos, que a todo instante me cobram por seus desejos insaciáveis.
Carlos de Campos
Hoje, dia 08/10/2025 às 20 horas, acontece uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito. No canal do youtube @ memoria e poesia
Ouve o passado gritar Na antessala do desespero, No agitado mar da vida, Ouve…
É grito que, ao longe, posso ouvir. É vida desesperada. Quem mais pode ouvir? É preciso ter ouvido atento.
Desesperado, caminha sem rumo. É vida sendo tolhida, desesperado caminho.
E, na margem do rio, avisto as memórias fugazes correndo contra a correnteza, como peixes em época de piracema.
Ouço, no reflexo da minha imagem, barbaridades sem fim. Desanimado, deixo essa marca, a marca brutalizada de mim.
Sonhos, desejos que vêm e que vão… Vêm nas belas manhãs e se vão ao cair do dia. Só me resta ouvir essa sinfonia.
Nas águas desse rio vou mergulhar. No mais tardar da vida vou mergulhar. Ouvindo as águas baterem nas pedras, vou mergulhar. No auge do desespero, me permito relaxar.
É o desejo de amar, vibrar com muito mais alegria, nos impacta com mais energia, carinho no rosto de quem nos conforta na vida.
Comunhão dos que vivem pela paz, prosperam em união, distanciando-se dos que só desejam o mal; não existe lugar para pessoas encardidas.
Não desista do amor; é pelo amor que o mundo se salvará. É somente o amor que pode expelir toda essa violência, o amor que pulsa em um peito aberto.
Fieis ao amor, seguiremos; a energia do amor transmitiremos; diante da radiação do amor, nos renderemos, para que todo medo seja consumido em seu tempo.
Nada é capaz de destruir essa força; onde ela chega, chega para transformar. É o fogo que consome todo o mal, é a virtude suprema da vida.
Do plantio consciente nasce o amor; cresce nas árvores da prosperidade como frutos de unidade. Não diga que nunca amou, porque você ama a cada batida do seu coração.