Tag: poesía reflexiva

  • Arrogância: inimigo do sucesso



    Arrogância: inimigo do sucesso

    Ossos de uma vida impregnada de desejo,
    desejo que se derrama,
    que é difícil de conter,
    que é difícil de esconder.

    Instinto que precisa ser dominado,
    desalojado de nosso ser,
    de nossa mente mais reativa,
    nossa principal inimiga.

    É a essência que se rebela,
    que desmistifica o nosso interior,
    as nossas ilusões,
    pretensões.

    O nosso ego adolescente,
    exigente,
    disfarçado de boas intenções,
    intenções desnorteadas.

    É nossa essência sucumbindo,
    nosso martírio se consumindo.
    Mais nada se pode fazer:
    as pretensões se realizaram com sucesso.

    Recuar é um simples ato
    aos que não se deixam conduzir pelo ego;
    pelos que buscam caminhar com cuidado,
    aos arrogantes, o fim é certo.

    Carlos de Campos
    Foto por James Bat Barrera em Pexels.com
  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com
  • A fundação de toda a nossa vida



    A fundação de toda a nossa vida

    Mar límpido e calmo
    diante da minha vida agitada.
    O meu medo ronda.
    O que esperar de tudo isso?

    Estou assustado.
    Estou me sentindo infeliz.
    Nada é mais como antes.
    Como era antes?

    É precioso o meu pensar,
    o existir na capacidade do existir.
    É precioso o nosso olhar,
    na capacidade de sempre acolher.

    É infinito quem sabe abraçar,
    na capacidade de viver.
    É infinito o seu coração,
    mesmo nas duras penas da vida.

    É vida sendo expelida,
    é ave alimentando os seus filhotes.
    Não há dor neste momento,
    nem existe solidão.

    Há esperança brotando na rocha.
    Tudo, absolutamente tudo,
    ecoa a bondade do homem.
    Tudo é mar tranquilo novamente.

    Carlos de Campos
    Foto por sumit see em Pexels.com
  • Não há felicidade no que só é passageiro


    Um poema que reflete sobre a ilusão do efêmero e a busca pelo amor verdadeiro em meio aos anseios da alma e ao vazio do mundo moderno.


    Não há felicidade no que só é passageiro

    Os anseios sabem nos provocar,
    no mais fundo de nossas almas,
    onde estamos sem defesas,
    no mais fundo de nosso ser.

    Íntimo de nossas vidas,
    perambula pela escuridão,
    na mais pura falta de sentido —
    instinto crucial.

    É desejo que move o nosso ser,
    é delírio que nos invade a alma,
    é a ostentação sem fim.
    Diga-me: para onde está indo?

    Vê na distância,
    nos anseios aflorados,
    na estética da ignorância,
    vê atitudes consumindo.

    Olhem o barco que chega,
    os navegantes solitários destes mares.
    Olhem para o amor puro e verdadeiro,
    que te espera de braços abertos, de prontidão no cais.

    Ímã do amor,
    da vida o equilíbrio,
    da coragem que bate no coração,
    da tristeza que te consome o dia inteiro.

    Carlos de Campos

    Foto por Roman Jaquez em Pexels.com
  • É certo que nossas almas escaparam?


    Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.


    É certo que nossas almas escaparam?

    É vivido o meu amor por você,
    As idas e vindas
    No fluxo desse ocaso
    Que engoliu as nossas lembranças.

    É para deixar a vida seguir o seu percurso,
    Diuturnamente,
    O mundo dorme fingindo que está acordado.
    Tudo muda de sentido.

    O medo assombra o nosso futuro —
    Futuro de incertezas certas,
    Certas de novidades,
    Que dão origem ao novo amanhã.

    É a vida sendo desgastada pela agonia,
    Pela imoralidade dos tempos modernos,
    Que sucumbem em meio às promessas.
    É uma vida devastada pela nossa agonia.

    É a mãe encurralada pelo próprio filho,
    Filho caindo, alvejado pelo destino,
    Destino frio,
    Esvaindo-se — vão-se suas memórias.

    Oh, alegria dos momentos que não passam,
    Oh, pedra preciosa do destino!
    É a vida futura, distante de nós,
    É a sensação gélida da sorte.

    Carlos de Campos
    Foto por Soloman Soh em Pexels.com
  • É preciso ver com os próprios olhos o interior


    Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.


    É preciso ver com os próprios olhos o interior

    É mistério o mundo interior,
    E fascinante o seu modo de agir.
    Nada é igual sob o sol que nos ilumina;
    Deslumbrante é o mistério da vida.

    No íntimo de nossa existência,
    Existe um universo de possibilidades.
    Existe uma infinidade de olhares:
    Olhem para as estrelas que lhe habitam.

    Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos,
    Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver.
    Olhar e ver: eis o nosso maior drama.
    As estrelas que nos habitam estão aí.

    O mistério que nos envolve
    E nos condiciona
    A sermos dependentes de estímulos fugazes,
    Que nos limitam a ser nada.

    Sou a estrela em teu ser,
    O manifesto de amor.
    Sou a tua beleza interior,
    O dia e a noite da tua vida.

    Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela.
    Admirável é a beleza desse acontecimento.
    Dentro de mim existe tanta beleza
    Que todos passam a ver.

    Carlos de Campos
    Foto por Rumeysa Demir em Pexels.com
  • Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você


    Um poema sobre o amor que transforma e acolhe. “Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você” é pura entrega e poesia da alma.

    Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você

    Tê-la comigo é o meu maior prazer.
    É o reflexo de minhas boas decisões,
    é o auge desta minha vida.
    A vida, hoje, precisa ter poesia.

    Íntimo de minha alma,
    consolo diário à minha solidão,
    o meu passar do tempo precisa ser com você.
    A convido a se sentir abraçada.

    Mudanças necessárias que precisam acontecer,
    que nos fazem ir sempre para frente,
    vencer aqueles medos escondidos,
    ir além do que acreditamos.

    Em nada pode se sustentar o meu amor por você.
    Não existem palavras, estrofes ou versos em que você caiba.
    O peito é o sacrário onde adoro esse sentimento,
    sacrário vivo que nutro dia após dia.

    Move-se em meu íntimo
    o movimento das transformações,
    movimento que se move o dia inteiro,
    move-se, chamando-me para mover-me com ele.

    É nesse movimento contínuo em que nós nos encontramos,
    unidos em sentimentos de amor,
    com o afetuoso compromisso de sempre te amar.
    Alma de minha alma, expressão máxima dos meus anseios.

    Carlos de Campos
    Foto por ROMAN ODINTSOV em Pexels.com
  • Sobriedade existe até no submundo

    Sobriedade existe até no submundo

    Os demônios insistem,
    divagando em labirintos secretos,
    sem saber ao certo
    a direção que vão tomar.

    Os subjugados na escuridão
    se revoltam contra toda luz,
    sem saber ao certo
    que direção vão tomar.

    São os luzeiros do céu
    que causam em nós tanta ira;
    são os caminhos incertos que nos fazem perder,
    são as luzes que clareiam nossa alma.

    Não existe solidão
    quando a alma se apequena;
    quando tua vida perde o brilho,
    rastejando, tu te encontras.

    Ímã da paixão,
    desencantos,
    vida perdida,
    rasteja-se pela sombra.

    No auge do amor:
    tentações,
    insegurança,
    calamidade até o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por Andre Moura em Pexels.com
  • Visionário em um mundo de ilusão



    Visionário em um mundo de ilusão

    Vida que destila
    influências psíquicas,
    magnetismo,
    unificação dos pensamentos.

    Olhares além do tempo,
    onde nossas influências são destiladas,
    a capacidade de sentir o que os outros sentem,
    ir além da ilusão.

    Ir além do que o corpo sente,
    dos desejos que eclodem,
    tirando nossa atenção do que é essencial.

    Os patamares da evolução,
    da força interior necessária:
    pare agora e busque o comprometimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Mariana Montrazi em Pexels.com
  • ✨ Lectio Poética: leitura contemplativa da poesia

    ✨ Lectio Poética: leitura contemplativa da poesia A poesia pode ser mais do que palavras — pode ser caminho, silêncio, respiração e encontro consigo mesmo. Neste quadro, cada poema é lido como quem toca o invisível: com pausa, escuta e presença. Inspirado na tradição da leitura orante (lectio divina), o Lectio Poética transforma o poema em experiência interior. Aqui, não explicamos a poesia — habitamos ela. Em cada episódio: ✅ Leitura contemplativa do poema ✅ Silêncio guiado e respiração poética ✅ Perguntas que despertam consciência e transformação ✅ Espaço para sentir, não apenas compreender A proposta é simples e profunda: Deixe o poema falar onde a voz termina. Se você busca poesia como cura, reflexão, espiritualidade, arte ou autoconhecimento, este projeto é para você. 🍃 Inscreva-se, respire com as palavras e deixe-se atravessar pela linguagem.