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  • Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60) Os dejetos que cultivamos em nosso interior

    Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60)
    Os dejetos que cultivamos em nosso interior

    Insistir em obedecer
    Aos delírios de grandeza
    De quem, interiormente, ainda faz xixi na cama.
    Insistir em obedecer.

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    Quem ainda busca recompensa
    Em um colo feminino
    Por não ter se sentido amado
    Quando sua mãe deixou de amamentá-lo.

    Sonhos eróticos povoam sua mente.
    Insistir em obedecer.
    Tem medo de sua própria imagem
    Por exatamente se conhecer.

    Está perdido em suas loucuras,
    Caindo no abismo do seu próprio egoísmo,
    No desfiladeiro de sua arrogância,
    De onde não pode mais voltar.

    Levanta-se sobre o mundo o rei das lambanças.
    Tudo o que toca vira confusão.
    Eis o rei dos imbecis.
    Eis o ditador de sua jornada.

    Sua mãe foi embora,
    Porque a vida é assim:
    Vai tirando de nós quem mais amamos.
    Mas isso não justifica você ser um completo imbecil.

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso
  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01