A nossa teimosia em duvidar é a nossa maior fraqueza
São suas escolhas, Escolhas de uma vida, Escolhas escondidas, São suas escolhas.
Quem somos nós, Detentores desse poder, A tentar, de alguma forma, Usurpar a força, o poder?
Em meio à tormenta, Ouço vozes que ainda desafiam A costurar uma trama golpista. Ouça comigo essas vozes que desafiam a democracia.
São cínicos travestidos de democratas, Querem tomar a nossa pátria, Querem provocar o caos. É preciso domesticar, na força da lei, esses abutres.
Em meio ao caos, As ervas daninhas revigoram suas forças. Os anseios desconectados da realidade São um perigo para a nossa sociedade.
Infelizmente, ainda duvidamos da ação das forças das trevas E de sua capacidade de se organizar. Pensar dessa maneira É entregar, em uma bandeja, a nossa democracia.
Carlos de Campos
Foto por Gleive Marcio Rodrigues de Souza em Pexels.com
O Brasil segue, mais uma vez, em uma nova tentativa de democratizar a justiça social. É uma empreitada de extrema dificuldade, em que uma minoria quer tomar o país para si.
Um país em que a maioria procura sobreviver ao sacrifício diário, levando no peito um único sonho: a esperança de que um dia tudo possa melhorar. “Tudo pode melhorar?”, pergunta alguém, incrédulo.
É claro que não existem milagres. Ficar esperando que a justiça social caia do céu como o maná no deserto é continuar girando a mesma roda problemática. O problema é histórico e exige ações firmes voltadas para o longo prazo. Para agora, precisamos arregaçar as mangas e ir à luta.
Essas ações precisam acontecer simultaneamente, dentro e fora da internet. É preciso que as pessoas compreendam que suas vidas podem — e vão — melhorar. Mas, para que isso aconteça, também depende delas: a luta também é delas. Vivenciar a política é dever de todos. Juntos, lutando por justiça social, porque é somente juntos que esse sonho de um Brasil mais justo e solidário pode se tornar realidade.
É o momento de renovar as nossas forças, de reciclar a nossa compreensão equivocada sobre a política, na qual fomos educados justamente para sermos desarticulados socialmente. Essa renovação passa por nossa compreensão do que é política, do que é ser político, pelas nossas atitudes, pela busca de nossos direitos, na hora de votar. É preciso, antes de tudo, desejar essa mudança — porque somente ao desejar estaremos prontos para nos colocar, na prática, como agentes de transformação política e social.
É agora ou nunca: continuar aceitando ser explorado ou lutar, pelas vias legais, por tudo o que precisa mudar daqui para frente. A mudança está em nossas mãos, enquanto sociedade.