Minha alma tem sede de equilíbrio


Minha alma tem sede de equilíbrio

No precioso tempo que nos é dado e que pouco aproveitamos, transformamo-lo em tempo de dispersão. Estamos fatigados, sem rumo e sem direção alguma. O que esperamos da nossa dispersão? Em tempo de dispersão, dispersos estamos.

Nosso objetivo se desfaz como a água que tentamos conter entre os dedos. Que movimento desejamos fazer para que toda a nossa vida dispersa se desfaça? O movimento desejado está contido e permanece estagnado.

Impera sobre o nosso ser a divagação de uma existência, o desencontro de uma mente distraída. O que fazer com uma mente assim? Uma mente distraída, desorganizada, ferida por sua própria existência.

Não busco conforto, nem tampouco o desespero. O que busco, afinal, em minha vida? Além da própria tristeza que há em mim? Além de sempre observar o céu sempre chuvoso?

No abismo em que se encontra a minha alma, no fundo ainda busco a esperança; sem saber ao certo, ainda a procuro. Procuro entre os escombros que estão à minha volta, procuro entre os cadáveres; sem encontrar, continuo procurando. Procuro com um coração partido. O que busco encontrar além da dispersão? A minha alma cintilante.

Carlos de Campos
Foto por Andre Moura em Pexels.com

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