Ocaso
Revira e volta
No centro desse objeto
Turvo, esquecido.
Quando vi o que era
Na beleza de uma esfera
O acaso soprou em meu ouvido
Não vi, eu senti.
Põe a mão onde se possa ver
Que vejam o giro que se dá
Que sou incapaz de esconder
Desse jeito, devo me retirar.
O que passa é o tempo
Desgastando com o atrito do vento
Vento, tempo, tanto faz
A castidade é ambígua.
Carlos de Campos

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