O céu desaba em chuva para lavar toda a nossa história

É a chuva caindo e lavando toda a sujeira
Crostas de limbo sendo expostas
Agentes bactericidas da imoralidade devastados
A chuva cai em todos os cantos
As áreas ocupadas por sujeira são reveladas
A imundície que tentaram esconder, agora é possível ver.

O vendaval que descobre casas
É o mesmo vendaval que mostra quem é você
É o mesmo vendaval que denuncia as suas conexões
A chuva que cai é a mesma que faz justiça
É a chuva que encontra os bueiros entupidos
Trazendo toda a promiscuidade para cima.

Os ratos estão encurralados
São obrigados a circularem entre nós
Sem poderem voltar para os esgotos
Começam em um ato de desespero
A colocarem pânico pelas esquinas
São muitos os ratos invadindo as nossas cozinhas.

Entre as nuvens chuvosas está o sol
Entre cada bueiro entupido está a verdade desentupindo
Está entre nós o inocente e o culpado
Está quem esconde e quem revela
Está quem tem medo da verdade
Como o sol que está atrás das nuvens
E que, sem tardar, voltará a brilhar
Deixará tudo muito claro
Porque, no fim, a verdade e a justiça prevalecerão.

Carlos de Campos

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