Tag: poesía existencial

  • Interior Profundo

    Interior Profundo

    O mar é feito de movimento
    de sonhos que estão nas profundezas do seu interior
    no mais profundo do profundo que você possa alcançar.

    Carlos de Campos

    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino

    "Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado."

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    Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)

    Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado.

    Caminho no tempo
    O tempo que faz o jogo correr
    Que faz a vida acontecer
    Sou a bola no tempo presente.

    No templo interior
    Está acontecendo o maior jogo da minha vida
    Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota
    Sou a bola que depende de pés habilidosos.

    Os segundos passam
    Cadenciam para um final traumático
    Sem direção

    O eterno tempo que não passa.
    Migalha é o nosso tempo
    O tempo que angustia a alma
    Que sofre com a obsessão
    Bom é cada vez mais sentir.

    Sentir o jogo da vida que está sendo jogado
    Sentir a oposição de uma vida angustiada
    O jogo está sendo jogado com a vida
    E o jogo ainda é muito truncado.

    Carlos de Campos

  • Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60) Acordar é estar cego para a realidade

    Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60)

    Acordar é estar cego para a realidade

    Em um belo dia
    A natureza estava radiante
    Tudo é mais intenso do que o normal
    Do sabor, da cor e do sexo.

    É um dia caprichosamente melhor do que foi ontem
    Ouço a quilômetros de distância o rio brincando em seu leito
    Ouço os pássaros cantando em uma linda sinfonia
    E observo uma mãe amamentando a sua cria.

    Enquanto a solidão me abraça

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    Que esse dia se estenda pelos séculos
    São dias como esse que valem a pena contemplar
    Dia em que a eternidade resolveu se manifestar
    Sou esse anjo de luz a vibrar.

    O enigma celestial a nos envolver de paz
    Sou eu compactado plenamente nas entranhas de Deus
    Capricórnio no jardim do Éden
    Quem sou eu além de um magnífico querubim?

    Os meus dias de glória vão se acabando
    E com eles vou me acordando

    Voltando a ser mais um mortal
    Tendo que abrir os olhos para a dura realidade.

    Durmo no colo das deusas
    Acordo compactuando com o capeta
    Beijo os lábios mais doces que o mel
    Para deitar-me com os “escrupulosos”.

    Carlos de Campos
  • Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) Movimento os meus sonhos para além

    Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) 

    Movimento os meus sonhos para além

    Os sonhos são apagados da memória
    Uma luz ao fundo
    Observa no escuro
    Na longa, cansada madrugada.

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    Os sonhos foram destruídos
    Como as nossas memorias de infancia
    Uma a uma se vão
    Sem paz observo no escuro.

    Moedores de esperança
    Triunfam sobre as nossas cabeças
    Desacreditada
    Maldito és tu capitalismo.

    O que somos?
    Além de artefatos para gerar riqueza alheia
    Somos os sonhos que foram destruídos
    Somos quem vive por viver.

    Em um mundo onde as cartas já estão marcadas
    O que somos além da memória?
    Uma parcela enorme que vive de barriga vazia
    O que somos além de assalariados?

    Uma enorme massa de manobra é o que somos?
    O que somos além de sonhos despedaçados?
    De mera ilusão
    É de ilusão que você se alimenta.

    Carlos de Campos
  • Você sou eu

    Você sou eu

    Morrer é necessário para que a vida tenha força,
    para que o tempo não te congele na história.

    Percebe que ficar parado não te movimenta?
    Que os movimentos são calculados?
    Que a insistência é o remédio para a vida?

    Carlos de Campos

  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20) O tempo é o peso

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)

    O tempo é o peso

    O peso que carregamos em nosso viver
    É a consequência de um tempo indomável,
    Do querer e não conseguir mais.
    É o tempo que passa, meu amor.

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    É a memória que falha,
    A voz que se cala,
    Os pés que já não sustentam mais.
    A cada segundo, eu me esqueço de você.

    O peso que sustento
    É o peso do tempo,
    Da tua história.
    Cadê o meu rosto jovial?

    As forças vão se acabando,
    O fim implacável.
    O peso é pensar sobre o meu fim,
    De uma história que me foi generosa.

    O tempo voa.
    As emoções emergem da mente subterrânea.
    O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
    Toma a minha mente por inteiro.

    O medo é avassalador.
    Sou colocado diante da minha verdade.
    Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
    É o tempo quem me avisa.

    Carlos de Campos
  • O medo que vai e vem

    O medo que vai e vem

    Que medo é esse que vai e vem?
    Que me projeta para baixo,
    Me espreme de todos os lados,
    Com rigor tático de crueldade.

    Esse medo que me sufoca,
    Me afoga,
    Me tortura,
    Abusa do meu corpo sem nenhuma vergonha.

    Morte!
    É o grito que meu espírito solta.
    É o medo que nos leva para a beira da morte,
    Que nos tortura de toda sorte.

    Não existe medo que me faça sentir tanto medo.
    É o medo que, do nada, me encoxou por trás.
    É o medo que sussurra ao meu ouvido.
    É o medo que me põe medo todos os dias.

    Suave é como me encontro,
    Tanta tormenta passou,
    Que do meu corpo nada roubou,
    No cansaço dessa luta.

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    Todo esse medo me motivou,
    Me inspirou.
    Não existe derrota para quem lutou.
    Na vida, cada luta, vencida ou perdida, é vida renovada.

    Carlos de Campos
  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Carlos de Campos

    O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua

  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Enquanto a solidão me abraça

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    E a vida passa a depender do tempo
    Que não é nem presente e muito menos futuro.
    É o tempo medido por segundos,
    Segundos correndo por um relógio.

    O que é o tempo?
    Além da mais pura irritação
    Que domina nossa mente a vida inteira
    E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.

    A vítima da morte,
    Que nos poupa de tal sorte,
    Dos segundos contados,
    De tua mão que parou o tempo.

    No princípio, Deus construiu o relógio,
    Que nos mostra o fim mais próximo
    E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
    Vida pautada pelo tempo.

    Pelo tempo que passou
    E que não volta mais,
    Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
    Por quanto tempo nós iremos resistir?

    Carlos de Campos
  • Enquanto a solidão me abraça Autor: Carlos De Campos

    O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

    Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma

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