O silêncio de uma noite de terror
Foi em uma manhã qualquer
Vi-me aterrorizada.
Sem chão, lá estava eu,
Diante do medo indomável.
Mostrou-me a sua face,
Sem qualquer pudor, arruinou-me.
Em uma manhã qualquer,
Deitada eu me encontrava.
Tudo parou de repente.
Era como se aquele trauma
Tivesse sobre mim um poder sobrenatural.
Sinto-me triste.
Suas mãos me dominavam,
Nada me era possível fazer.
Eu chorava em silêncio,
Um choro que só desejava vingança.
Na manhã seguinte,
Sem muito o que pensar,
Além do terror da noite anterior
E de como tudo aquilo já se tornara rotina.
Na manhã desta triste vida,
Termina aqui.
Nada mais tenho a falar,
Além do meu silêncio, que deve incomodar.
Carlos de Campos
Foto por Kat Smith em Pexels.com