Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social

Livro 9: A Profecia (Poema 02/20)

A paternidade ancestral e sua influência social

Onde está a minha raiz?
E a família?
O que nos influencia,
se nossas raízes estão sufocadas?

Enquanto a solidão me abraça

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Se estamos tão distantes da fonte,
fonte da ancestralidade
que jorra pelos tempos sem fim,
que passa por nós e por nossa história.

O pai de nossa ancestralidade
é um pai que cuida,
o educador da casa,
casa fundamentada sob sua guarda.

Pai que alimenta,
que protege sua família
e dá amor à sua prole,
pai que bebe da fonte ancestral.

O grande pai que habita em todos os homens
encontra-se soterrado pelo patriarcado.
Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral,
cedendo espaço ao patriarcado cristão.

O grande pai está amordaçado em cada homem,
submetido às regras expiatórias
que o levaram para longe da fonte da vida,
para bem longe de suas próprias raízes.

Carlos de Campos

Comentários

2 respostas a “Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social”

  1. […] que vai e vem?Que me projeta para baixo,Me espreme de todos os lados,Com rigor tático de crueldade.Esse medo que me sufoca,Me afoga,Me tortura,Abusa do meu corpo sem nenhuma vergonha.Morte!É o grito que meu espírito […]

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