Janela

Janela

Não dê ouvido à ganância
Impropriedade da alma
Movimento falso
Medo consumado.

Labirinto de mentiras
Ilusão desconfortável
Medo consumado
Estou atormentado.

Iminente é a força destruidora
De uma mente desorientada
Geme e chora a minha alma
Por não saber de onde vem tanta dor.

Em vão reflito
E distante permaneço do conflito
Finalmente chego, mas ainda não compreendo
O desejo é mais forte que a sanidade.

Os dias são exageradamente idênticos
Corroídos por ideias banais
Camuflados de moralidade
Enquanto a vingança é a alma do negócio.

Vejo a beleza que há no equilíbrio
O canto dos pássaros pela manhã
O rosto de um amanhecer inesquecível
É a saudade batendo à nossa porta.

Carlos de Campos

Foto por cottonbro studio em Pexels.com

Comentários

Uma resposta para “Janela”

  1. […] passou aquela noite sedada. No outro dia, acordada, permaneceu calada. Gritos pelo corredor. Meire tinha se jogado do décimo primeiro […]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *