Morte em tempo de pandemia
Oh, morte !
Tua presença me consome
Suspiros que me destroem.
Oh, morte !
São tantas as possibilidades para o nosso encontro
Que cada segundo se torna tão importante.
Oh, morte !
Vilão ou herói
Quente ou frio.
Oh, morte !
São teus “amigos”, que mais nos assustam
Sofrimento e incerteza.
Oh, morte !
Sou tão apegado a insignificância
Que teu abraço me revela toda minha fraqueza.
Sou a vela sendo soprada
Sou a mulher em trabalho de parto
Sou eu quem dá pouca importância à vida.
Carlos de Campos