Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.
O mundo sob rendição
É noite de escuridão. O medo toma conta da cidade. De maldade em maldade, espalha-se o terror.
Um poema sobre os mistérios da vida, a entrega emocional e o poder transformador das conexões verdadeiras — onde o tempo se dissolve e só o sentir importa.
Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído
Não dá para prever quando e como. Não dá para sentir e fingir que nada aconteceu. A energia corre por nossa pele; a pele sente na alma.
É no silencioso quarto que sou acolhido, na peculiaridade de sua presença. É onde nós nos encontramos, entre afetos e carinho.
Peço que a vida seja assim: intensa e aconchegante, reverberadora de emoções positivas. É a vida fornecendo mais energia.
A chuva cai sobre o meu corpo, enquanto sinto cada gota me tocando. Sinto explosões de emoções — suave, forte, intenso.
Mas é o que desejo neste momento: que cada segundo se torne uma eternidade, que isso não acabe mais, e que o fim não exista aqui.
É para deixar a vida seguir o seu percurso, Diuturnamente, O mundo dorme fingindo que está acordado. Tudo muda de sentido.
O medo assombra o nosso futuro — Futuro de incertezas certas, Certas de novidades, Que dão origem ao novo amanhã.
É a vida sendo desgastada pela agonia, Pela imoralidade dos tempos modernos, Que sucumbem em meio às promessas. É uma vida devastada pela nossa agonia.
É a mãe encurralada pelo próprio filho, Filho caindo, alvejado pelo destino, Destino frio, Esvaindo-se — vão-se suas memórias.
Oh, alegria dos momentos que não passam, Oh, pedra preciosa do destino! É a vida futura, distante de nós, É a sensação gélida da sorte.