Por você é que continuo
Nocauteando os obstáculos
Abrindo caminho de peito aberto
Sempre me reinventando.
Carlos de Campos

Por você é que continuo
Nocauteando os obstáculos
Abrindo caminho de peito aberto
Sempre me reinventando.
Carlos de Campos

NEM TUDO É FESTA
Tudo é começo
Nem tudo é festa
Amor
Ou somente dor.
Beleza
Feiura
Felicidade
Conceitos ultrapassados.
Unidade
Desigualdade
A história acontecendo.
Tudo é novo
O conceito é velho
Pesam que evoluíram
No final é só pré-história.
Desafiando o amor “antigo”
Difícil é sobreviver ao amor “evoluído”
Quando o amor é simplesmente ser.
Comenta-se muito
Sobre o que não se pode comentar
Comentam-se tanto que o comentário virou notícia falsa
E olha que nem tudo é só sobre fofocar.
Carlos de Campos

Morte em tempo de pandemia
Oh, morte !
Tua presença me consome
Suspiros que me destroem.
Oh, morte !
São tantas as possibilidades para o nosso encontro
Que cada segundo se torna tão importante.
Oh, morte !
Vilão ou herói
Quente ou frio.
Oh, morte !
São teus “amigos”, que mais nos assustam
Sofrimento e incerteza.
Oh, morte !
Sou tão apegado a insignificância
Que teu abraço me revela toda minha fraqueza.
Sou a vela sendo soprada
Sou a mulher em trabalho de parto
Sou eu quem dá pouca importância à vida.
Carlos de Campos