Sangue correndo pelas minhas mãos

Sangue correndo pelas minhas mãos

Suas mãos estão sujas de sangue.
Sangue...
Acabou de matar.
Sangue…

Sangue escorrendo de sua boca.
Sangue...
Matou uma moça virgem
para alcançar seus desejos.

Violência!
Ouvem-se gritos em meio à neblina.
Gritos de prazer sórdido,
gritos do próprio assassino.

Amanheceu, e os terrenos baldios,
cheios de corpos, encontramos.
Corpos desfigurados.
Sangue por todo lado.

Esquartejadas as encontraram.
A violência segue.
As noites nos causam calafrios.
Cheiro forte de sangue no ar.

Sangue escorre pela minha boca.
Nada recordo da noite passada.
Estou amarrado em uma camisa de força,
louco para beber o teu sangue e comer sua carne.

Carlos de Campos

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