Perdido
Perder-me em você em noites frias como a de hoje.
Perder-me em sua história, história de um dia encoberto pela noite.
No caos, é como me encontro — encontro-me sozinho.
Carlos de Campos

Perdido
Perder-me em você em noites frias como a de hoje.
Perder-me em sua história, história de um dia encoberto pela noite.
No caos, é como me encontro — encontro-me sozinho.
Carlos de Campos

O amor existe?
Longe do amor,
cá estou.
Livre?
Não sei exatamente.
Estou sozinho.
O que sei sobre o amor?
Somente quem amou sabe?
O que é o amor?
O amor é uma prisão?
O amor é a liberdade?
O que é o amor, afinal?
Os que dizem amar estão presos.
Os solteiros estão livres?
O que é estar livre?
Sou solteiro e livre?
O que é ser livre, afinal?
O que é estar vivendo?
Vivo para amar?
Vivo para ser solteiro?
Vivo para ser livre?
Estou livre em minha intimidade?
Amo na liberdade dos aprisionados.
Amo na solidão dos que vivem solteiros.
Amo porque posso amar.
Carlos de Campos

Meu desejo pela mansidão
Mansidão é como sinto a minha vida.
A vida, mesmo ferida,
é como a sinto:
mansidão.
Incômodos acontecem.
Mesmo ferido,
a mansidão sempre encontra um abrigo
dentro de mim — me encontro.
Dentro de mim
existem as incertezas
que pairam sobre a minha cabeça,
que busca a mansidão plena.
Jogo com a mente,
mente desprovida
de uma liberdade acomodada
de incertezas.
Mansidão
é a solitária procura,
cômodo desprovido
de um delírio saudável.
Finalmente, me vejo:
meu ideal
de ideias sem fim,
sem destino.
Carlos de Campos
