O momento é de cuidado especial com o que você tem de mais precioso em sua vida, que é o seu corpo. Contemple o seu corpo, ame o seu corpo como ele é — nem mais, nem menos.
O teu corpo é um templo de todas as suas expressões; é por ele que nós nos comunicamos a maior parte do tempo consigo e com o outro. Nosso corpo é nosso comunicador por excelência.
O seu corpo fala com os outros e, principalmente, fala com você — fala o tempo todo. Por vezes, descomplica a sua vida, te protege de todo o mal, te leva ao amor. O nosso corpo é o nosso pedagogo, que nos pega pela mão e nos conduz com segurança.
O problema é que pouco ou nada damos de atenção ao que o nosso corpo tem a nos dizer. É preciso ouvir atentamente e diariamente o que o nosso corpo nos fala. Ouça o que ele te diz, agora.
Há opressão na maneira como as pessoas se impõem umas sobre as outras, e isso é o que mais impacta nossa saúde mental. Estar sempre pronto e disposto a ser feliz a todo instante é uma das expressões... Não sei se esse é o melhor caminho.
O que buscamos é, de modo geral, impossível. Nem todas as pessoas têm essa mesma disposição. É um jeito de ser impositivo que mais oprime do que liberta a pessoa — até mesmo porque, segundo nossa concepção, a liberdade está justamente em ser quem se quer ser neste momento.
O que se pode esperar de uma pessoa forçada a ser quem ela não é? Que sente a emoção em outra frequência? Deus? Quem é esse ser tão distante da nossa realidade? Não seria Deus o capataz da moralidade falida?
O que mais me entristece é saber que tudo está como era antes, e que o que simplesmente mudou foi o acréscimo de maquiagem. Não tenhamos a ilusão de que, um dia, tudo isso possa mudar. A energia mental que prevalece sobre o mundo — e sobre as nossas cabeças — é uma energia profundamente opressora.
O mundo é um ambiente hostil para nós, meros seres humanos. É um lugar que provoca nossa mentalidade selvagem. O que podemos esperar de pessoas sob o domínio do que há de mais animalesco em si? Temos escolhas?
Me pego pensando: a felicidade existe? Será que não convencionamos certas atitudes como sendo aquelas mais próximas de uma demonstração de felicidade? A felicidade que dizemos sentir é uma felicidade genuína? Quem é feliz, de fato? É preciso ser ou ter algum tipo de poder que valide a felicidade que ocasionalmente sentimos?
Carlos de Campos
Convido você a ler, refletir comigo e compartilhar sua visão. Vamos juntos transformar a dúvida em consciência.