Em meio às lutas diárias, em meio aos afetos que não nos afetam, Reborn — o substituto dos afetos verdadeiros — nos revela o nosso mais humano desespero.
Humanidade que se passa por forte, que se esconde em aparências, descoberta por uma boneca: a realidade está fragilizada.
Humanidade fragilizada, por que se esconde? É o medo da verdade? Egoicidade que já não pode ser sustentada? O movimento vem de fora para dentro.
A humanidade fragilizada está acuada, tenta disfarçar que ainda não foi descoberta, segue acuada... escondendo-se nos delírios do ego.
O mundo está na UTI, e dificilmente sairá com vida. A cura da alma é uma cura complexa; a alma exige a nossa participação colaborativa.
Um ser humano fragilizado aceitará que estamos vivendo em um mundo doente? E que nós somos seu principal agente causador? A cura da alma exige de nós essa aceitação.
Quem, absorvendo o amor, o ignora? Quem compreende as ideias quiméricas do amor? Quem é o amor? O que se pode esperar do amor?
Cada coração como oferta ao amor? O amor é um ente? Por que amar? O amor é uma energia?
Eu, em nada, me vejo amando. São só conceitos abstratos. Nem sabemos o que é o amor, e não fazemos a menor ideia do que seja.
Seguimos uma ideia do que é o amor. O que é o amor? O amor, como nós compreendemos e vivemos, é cárcere privado.
Ninguém ama na essência do que é o amor. O amor é essencialmente liberdade. Liberdade em sua plenitude. O amor é liberdade no cuidado. O amor é a plenitude da confiança.
Quem ama é totalmente livre. Quem ama se sente cuidado e liberto. Quem ama de verdade transgride o conceito vigente do patriarcado. Amar é viver em um jardim aberto.