“Memórias de Gelo” é um poema existencial sobre o colapso emocional e a efemeridade daquilo que achávamos sólido. Gelo, lágrimas, silêncio, solidão. Cada verso é um eco do que somos quando tudo derrete."
Memórias de gelo
No instante seguinte, tudo se torna poeira, entulho de silêncio, lágrimas da solidão.
No instante seguinte, o ar se torna raro efeito, lágrimas se transformam em sangue, silêncio atordoante.
Solidão, quando chega, chega desestabilizando, provocando.
Desejos e sonhos enfraquecidos, consumidos pelo desespero, lágrima fragilizada.
No instante, tudo se vai, tudo o que era seguro, tudo construído com gelo, agora escorre por entre os dedos.
Feito de memórias ilusórias, desfeito todo o sonho, lágrimas de desejos.