Preciso de você na ausência de minha alma

Preciso de você na ausência de minha alma

No desejo escondido revela-se a tua essência. É no amor que me recolho. Na incerteza dos dias, me rebelo. Restaram-me o teu olhar frio e vazio, inocente de malícia. Estou em busca — em busca dos sonhos não resolvidos, dos dilemas que foram enaltecidos. É hora do amor, das ilusões de cada momento. Quem sou eu nesse mundo de tristeza e desencanto coletivo?

Longe do amor, dedico-me a estar perto de você. Nesse momento sombrio, fico sem entender mais nada. Longe de você, só me resta a solidão — vazio cheio de presença, ausência de mim e de você, dos desvios existenciais e dos desejos carnais. Carne fresca de frescura exuberante, de um declínio extravagante de nossa liberdade, pautada pelos nossos erros, que vão deixando rastros pela história.

O instinto primitivo nos rege, fazendo-nos reagir de maneira um tanto grosseira. Os instintos primitivos me fazem sucumbir em devaneios sinceros, em alucinações rabiscadas pelo ópio da contradição de uma tradição que me contraria a todo tempo, sufocando-me. Quase sempre estou cansado de ser quem sou.

Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com

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  1. Avatar de Destemido e fulminado pelo medo – Memória e poesia
    Destemido e fulminado pelo medo – Memória e poesia

    […] fala com um certo rancor, fala em morte… em desespero…Fala com a autoridade de quem nos domina, o medo que pulsa em nossa lembrança, esperando o momento certo para nos atacar e assim nos exterminar.Carlos de […]

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