O corpo e a mão veem os sentidos


O corpo e a mão veem os sentidos

O nosso destino está no ver.
No ver de quem sente,
no ver de quem ouve.
Ver é ouvir o sentido.


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O sentido que vê
é o mesmo sentido que ouve,
que sente o sentido do olhar.
Vê como eu sinto?
Sente o que eu vejo com o ouvido?

Sua capacidade de ver está extremamente aguçada.
Seu corpo se arrepia todo.
Sua mão suada me toca,
toca como quem quer ver o que está ouvindo.
Sua boca deixa sair os sentidos.
Sua alma está plena em ver o que eu vejo.

O estado de ver
é visto nos olhos,
é sentido.
As minhas comoções vêm à tona,
ligadas ao meu ver.
Eu vejo o que vejo.
Suas mãos estão frias.

Suas mãos veem o meu corpo,
passeiam pelo meu corpo.
Meu corpo vê os sentidos.

Carlos de Campos
Foto por Paulina Bermudez Castellanos em Pexels.com

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Resposta

  1. Avatar de Olhe para o céu, não são estrelas – Memória e poesia
    Olhe para o céu, não são estrelas – Memória e poesia

    […] bem:os dias passam — e como passam.Passam como os seus olhos passam por essas palavras,passam e ficam guardados na memória.Olhem a escuridão à sua volta.Observem esse vasto campo de leitura.Leiam pelas brechas deixadas […]

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