Quem, absorvendo o amor, o ignora? Quem compreende as ideias quiméricas do amor? Quem é o amor? O que se pode esperar do amor?
Cada coração como oferta ao amor? O amor é um ente? Por que amar? O amor é uma energia?
Eu, em nada, me vejo amando. São só conceitos abstratos. Nem sabemos o que é o amor, e não fazemos a menor ideia do que seja.
Seguimos uma ideia do que é o amor. O que é o amor? O amor, como nós compreendemos e vivemos, é cárcere privado.
Ninguém ama na essência do que é o amor. O amor é essencialmente liberdade. Liberdade em sua plenitude. O amor é liberdade no cuidado. O amor é a plenitude da confiança.
Quem ama é totalmente livre. Quem ama se sente cuidado e liberto. Quem ama de verdade transgride o conceito vigente do patriarcado. Amar é viver em um jardim aberto.
Há opressão na maneira como as pessoas se impõem umas sobre as outras, e isso é o que mais impacta nossa saúde mental. Estar sempre pronto e disposto a ser feliz a todo instante é uma das expressões... Não sei se esse é o melhor caminho.
O que buscamos é, de modo geral, impossível. Nem todas as pessoas têm essa mesma disposição. É um jeito de ser impositivo que mais oprime do que liberta a pessoa — até mesmo porque, segundo nossa concepção, a liberdade está justamente em ser quem se quer ser neste momento.
O que se pode esperar de uma pessoa forçada a ser quem ela não é? Que sente a emoção em outra frequência? Deus? Quem é esse ser tão distante da nossa realidade? Não seria Deus o capataz da moralidade falida?
O que mais me entristece é saber que tudo está como era antes, e que o que simplesmente mudou foi o acréscimo de maquiagem. Não tenhamos a ilusão de que, um dia, tudo isso possa mudar. A energia mental que prevalece sobre o mundo — e sobre as nossas cabeças — é uma energia profundamente opressora.
O mundo é um ambiente hostil para nós, meros seres humanos. É um lugar que provoca nossa mentalidade selvagem. O que podemos esperar de pessoas sob o domínio do que há de mais animalesco em si? Temos escolhas?
Me pego pensando: a felicidade existe? Será que não convencionamos certas atitudes como sendo aquelas mais próximas de uma demonstração de felicidade? A felicidade que dizemos sentir é uma felicidade genuína? Quem é feliz, de fato? É preciso ser ou ter algum tipo de poder que valide a felicidade que ocasionalmente sentimos?
Carlos de Campos
Convido você a ler, refletir comigo e compartilhar sua visão. Vamos juntos transformar a dúvida em consciência.
O movimento aplacado deixa o medo ir embora; tudo volta a fluir novamente, na mais pura e deliciosa tranquilidade.
Livre, encontro-me dos apegos que um dia me prendiam. Hoje, fortalecido, insisto em ser o mais livre possível, focado somente em viver.
Livre estou. Não estou livre pela metade, muito menos por conveniência; estou livre plenamente. Essa liberdade nasce, desenvolve-se e vai crescendo dentro de nós, florescendo em nossas atitudes.