A nossa teimosia em duvidar é a nossa maior fraqueza
São suas escolhas, Escolhas de uma vida, Escolhas escondidas, São suas escolhas.
Quem somos nós, Detentores desse poder, A tentar, de alguma forma, Usurpar a força, o poder?
Em meio à tormenta, Ouço vozes que ainda desafiam A costurar uma trama golpista. Ouça comigo essas vozes que desafiam a democracia.
São cínicos travestidos de democratas, Querem tomar a nossa pátria, Querem provocar o caos. É preciso domesticar, na força da lei, esses abutres.
Em meio ao caos, As ervas daninhas revigoram suas forças. Os anseios desconectados da realidade São um perigo para a nossa sociedade.
Infelizmente, ainda duvidamos da ação das forças das trevas E de sua capacidade de se organizar. Pensar dessa maneira É entregar, em uma bandeja, a nossa democracia.
Carlos de Campos
Foto por Gleive Marcio Rodrigues de Souza em Pexels.com
Vão as nossas esperanças Em uma tarde qualquer de domingo Vão os nossos sonhos De um sonho qualquer que tivemos.
Vão as esperanças De um país que sonhava Sonhava, um dia, em ser grande Em uma tarde qualquer, tudo se desfez.
O sonho de ser uma nação unida O sonho de ser uma nação acolhedora Quando acordamos desse sonho? Quando a realidade bateu duro em nossa cara?
Tudo começou muito antes daquele domingo A realidade sempre esteve diante dos nossos olhos Nós que fingimos não enxergá-la Nós que preferimos nos manter acomodados.
Um sonho é sempre bem-vindo Quando nos ajuda a seguir em frente Um sonho, quando ofusca a realidade, É um sonho muito perigoso de se sonhar.
Inimigos da realidade, todos nós fomos Continuaremos a sustentar esse delírio? Do que temos medo? Temos medo de olhar para a realidade e nos descobrirmos fracassados?