Sua desolação ofegante



Sua desolação ofegante

Os olhares do mundo estão atordoados,
Perplexos pela ausência
De qualquer resquício de esperança.
Ausência silenciosa.

Caem na face lágrimas
De um dia triste,
Sem qualquer atrativo,
Só o estímulo do instante.

São dias de muita tristeza,
O ser já não aguenta mais existir.
Existir se tornou enfadonho,
Pandemia de uma mente doente.

Não existe promessa.
Não temos nada com o que festejar.
Só a lamentação orienta.
Existe quem não queira aceitar.

Não existe um novo amanhã.
Existe um novo tormento.
Não existe um porto seguro.
Deus sorri com ironia.

Existo.
No existir, adormeço.
Na desolação, me esqueço.
No esquecimento, eu existo.

Carlos de Campos

Foto por Ahmed akacha em Pexels.com

Descubra mais sobre Memória e poesia

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Resposta

  1. Avatar de Leveza que nos conduz à tranquilidade – Memória e poesia
    Leveza que nos conduz à tranquilidade – Memória e poesia

    […] estar,além de onde deveria estar.Nossas almas estão unidas,refletindo essa intensa alegria.Distantes de todo o ruído,estamos livres e tranquilos.Carlos de […]

    Curtir

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre Memória e poesia

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo