Sua desolação ofegante
Os olhares do mundo estão atordoados,
Perplexos pela ausência
De qualquer resquício de esperança.
Ausência silenciosa.
Caem na face lágrimas
De um dia triste,
Sem qualquer atrativo,
Só o estímulo do instante.
São dias de muita tristeza,
O ser já não aguenta mais existir.
Existir se tornou enfadonho,
Pandemia de uma mente doente.
Não existe promessa.
Não temos nada com o que festejar.
Só a lamentação orienta.
Existe quem não queira aceitar.
Não existe um novo amanhã.
Existe um novo tormento.
Não existe um porto seguro.
Deus sorri com ironia.
Existo.
No existir, adormeço.
Na desolação, me esqueço.
No esquecimento, eu existo.
Carlos de Campos

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